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Squffy

Uma trela extensível está sempre a puxar o teu cão para trás

Uma trela folgada desenha uma curva entre a mão da treinadora e um staffordshire bull terrier, num caminho de parque na neblina da manhã

Última atualização:

Definition

Dentro de uma trela extensível há uma mola enrolada que recolhe fita. Isso significa que existe tensão permanente na linha, mesmo quando ninguém está a puxar: o cão anda todo o passeio contra uma força suave e constante. Numa trela de comprimento fixo a linha só diz alguma coisa quando alguém decide dizê-la.

Em Portugal a trela por defeito recolhe. Somando as maneiras de escrever a pergunta, trela extensível e trela flexi juntam algumas centenas de pesquisas por mês, com flexi usado como nome comum e não como marca, mais quem procura diretamente dez metros de fita. É a peça que a maior parte das pessoas tem no armário.

Vale a pena olhar para o que ela faz do ponto de vista do animal, porque é uma coisa que quase nunca se explica.

A mola nunca desliga

O mecanismo é uma mola em espiral dentro da caixa de plástico, que enrola a fita quando o cão se aproxima. Para conseguir enrolar, tem de estar sempre a exercer força na direção contrária ao cão. Não há posição neutra.

Isto quer dizer que um cão numa extensível caminha o passeio inteiro contra uma tração suave. É pouca força, sim. É pouca força durante quarenta minutos, todos os dias, e um cão aprende do que é constante muito mais depressa do que do que é raro.

O que ele aprende com isso

Aprende que a linha está sempre a resistir e que resistir de volta é normal. É o oposto do que queres se algum dia pretenderes andar com a fita solta: nessa aprendizagem toda a informação está no contraste entre linha tensa e linha frouxa, e uma mola apaga esse contraste.

Há ainda um segundo efeito, mais mecânico. Cada vez que o cão avança mais, ganha fita. Portanto avançar é recompensado de forma imediata e automática, dezenas de vezes por passeio, por um objeto que não se cansa e não tem opinião.

O que a linha diz numa trela fixa

Numa trela de comprimento fixo há dois estados e o cão distingue-os sem esforço. Ou há barriga na fita, e não está a acontecer nada, ou a fita está reta, e isso significa uma de duas coisas: ele chegou ao fim do espaço, ou tu decidiste alguma coisa.

É informação limpa, e é a razão pela qual as nossas trelas têm 1,5 m e não recolhem. Não é uma escolha de custo: é que o silêncio da linha é a parte útil.

Onde 1,5 m ganha em Portugal, concretamente

Numa calçada de um metro de largura, com um muro de um lado e carros estacionados do outro, um metro e meio de fita coloca o cão dentro do teu alcance sem que seja preciso encurtar nada com a mão. Com uma extensível a três metros nessa mesma rua, o cão está atrás de um carro quando um scooter passa e tu não o alcanças.

Nas subidas de Lisboa e do Porto acrescenta-se a inclinação, que dá ao cão vantagem mecânica. E numa praia que aceita cães, uma fita comprida molhada e cheia de areia deixa de recolher, o que transforma a peça numa corda com uma caixa pesada na ponta.

Coisas que uma extensível faz melhor

Para ser justo, há um caso em que ela é a peça certa: espaço aberto, sem trânsito, sem outros cães, com um cão que não puxa e que ainda não pode andar solto. Um caminho de terra largo, um campo. Aí os dez metros são liberdade genuína e a mola não faz mal a ninguém.

Se é isso que tens, usa. Nós não fazemos essa peça e não vamos fingir que não serve para nada.

Duas notas sobre coisas que não fazemos

A primeira: a trela de treino, aquela linha de dez metros sem mola que se usa para trabalhar chamadas em campo aberto. É uma peça legítima, tem procura em Portugal, e não é o que vendemos.

A segunda: a trela dupla para dois cães e a trela de mãos livres à cintura. Também não fazemos nenhuma. A de mãos livres tem uma desvantagem que vale mencionar aqui, porque é sobre o tema desta página: pendurada na cintura, deixas de sentir na mão o momento em que a linha estica, e é precisamente essa sensação que te diz o que está a acontecer.

A cor da fita e o que ela diz

Uma nota portuguesa que não é sobre pressão e vale a pena aqui. A trela amarela é uma convenção conhecida em Portugal: sinaliza um cão que precisa de espaço, e há bastante gente a procurá-la por essa razão. Não fazemos amarelo.

Dizemos isto por duas razões. Uma, porque quem procura amarelo está a procurar uma função e não uma cor, e não a vai encontrar em nós. Duas, porque o inverso também é verdade: nenhuma das nossas cores comunica nada sobre o teu cão a quem passa, e não vamos sugerir que comunica.

O que o mosquetão faz nesta conversa

Na ponta de uma trela está um mosquetão, que é a peça que abre e fecha na argola da coleira. Numa extensível esse clipe é normalmente pequeno e leve, porque a caixa já pesa. Nas nossas trelas é metálico, e no modelo Tactical (Feito pela Squffy) é ensaiado a 907 kg, número que pertence à trela e a mais nada, porque o fecho da coleira é uma peça diferente com outro ensaio.

Nada disto tem a ver com quanto o teu cão puxa. É a distância a que a peça trabalha do limite dela.

360 kg / 907 kg: Especificação Squffy. Norma de ensaio e relatório laboratorial ainda não publicados.

Perguntas frequentes

A trela extensível faz mal ao cão?
Não lhe faz mal físico por si. O que faz é manter tensão constante na linha, porque a mola tem de puxar para poder enrolar, e um cão que anda o passeio inteiro contra uma força suave aprende que resistir à linha é normal. É um problema de aprendizagem e não de saúde.
Porque é que 1,5 m e não mais?
Porque a esse comprimento o cão está sempre dentro do teu alcance sem que tenhas de recolher nada com a mão. Numa calçada estreita com carros do outro lado, é a diferença entre chegar ao cão e não chegar.
E se eu quiser dar mais espaço ao cão?
Em espaço aberto, sem trânsito e sem outros cães, uma linha longa é a peça certa e nós não a fazemos. Não misturas as duas coisas: uma linha longa é para campo, uma trela curta é para rua.
A vossa trela tem alguma mola ou elástico?
Não tem nada. É fita de comprimento fixo com um mosquetão metálico na ponta. Ou tem barriga, ou está reta, e o cão distingue os dois estados sem esforço nenhum.
Serve para correr com o cão?
Não. Correr com um cão pede uma linha com alguma elasticidade e um peitoral, para o embate não ir para as costas de ninguém, e nós não fazemos nem uma nem outro. Uma fita fixa presa à coleira, a correr, é má ideia para os dois.
Os 907 kg são da coleira?
Não, são do mosquetão da trela Tactical. O fecho da coleira é outra peça, uma fivela de abertura rápida ensaiada a 360 kg. São duas peças, dois trabalhos e dois números, e trocá-los é um erro comum que vale a pena não repetir.
Fazem trelas amarelas para sinalizar um cão que precisa de espaço?
Não fazemos amarelo. A convenção da trela amarela é real em Portugal e quem a procura está a procurar uma função, não uma cor. Nenhuma das nossas cores sinaliza nada e não vamos sugerir o contrário.

Sobre este artigo

A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.

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Referências (5)
  1. [1]Rugaas, T. (2006). On Talking Terms with Dogs: Calming Signals (2nd ed.). Dogwise Publishing.
  2. [2]Hunter, A., Blackwell, E. J., & Casey, R. A. (2014). Owner perceptions of training methods and dog welfare. Journal of Veterinary Behavior, 9(6), 286-293.
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