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Squffy

Coleira, peitoral, ou as duas coisas com funções separadas

Um pastor alemão com a trela folgada e uma coleira Tactical para cão Cognac Brown larga, num caminho de canal neerlandês

Última atualização:

Definition

A pressão numa coleira é a força do puxão dividida pela área de pescoço que a recebe. Uma fita estreita concentra, uma fita larga espalha, e um peitoral leva essa força para o peito e para as omoplatas, que aguentam carga por construção. Em Portugal a resposta habitual são as duas peças: peitoral para andar, coleira para identificar.

Há uma pesquisa portuguesa que diz tudo sobre esta página: coleira peitoral, com as duas palavras juntas. Não é um produto, é alguém a escrever os dois objetos ao mesmo tempo porque não sabe qual precisa. E o Ahrefs atribui-lhe como tópico pai trelas para cães, o que confirma que a pergunta que está por baixo é sobre passear.

Em volta dessa pesquisa há cerca de mil por mês só em peitoral e nas suas variantes. Ou seja: em Portugal esta não é uma questão de nicho, é a questão.

Pressão, sem matemática

Pressão é força a dividir por área. Se um cão de trinta quilos se atira a um gato, a força que aparece na linha é a mesma quer a fita tenha vinte milímetros ou trinta e oito. O que muda é a quantidade de pescoço que a recebe.

Vinte milímetros de fita numa garganta é uma faixa fina, e por baixo dela está a traqueia e tecido mole. Trinta e oito milímetros é quase o dobro da área para a mesma força. Não é um material melhor, é aritmética de área.

É por isso que largura só interessa quando há força envolvida. Num cão que nunca põe a trela sob tensão, a largura é uma questão de conforto e de estética, e não de segurança.

Onde é que o peitoral entra

Um peitoral não reduz a pressão: muda o sítio dela. Leva os pontos de apoio para o peito e para as omoplatas, que são estruturas feitas para receber carga, e tira a garganta da equação por completo.

Vale a pena dizer o que ele não faz, porque os anúncios sugerem o contrário: um peitoral não ensina um cão a não puxar. Alguns modelos com ponto de engate à frente tornam a tração menos eficaz e por isso mais desinteressante, o que é uma ajuda mecânica e não uma aprendizagem.

Nós não fazemos peitorais. Não vamos argumentar contra eles e não vamos sugerir que os temos. Julius K9 e Trixie são as marcas que aparecem por nome nas pesquisas portuguesas e é vocabulário que a maioria dos donos já tem.

Uma nota de palavras que vale uma venda

Em Portugal a peça chama-se peitoral. Não se chama arnês. Arnês tem mais de mil pesquisas por mês em Portugal e é quase toda equipamento de escalada, de alpinismo e de trabalho em altura, para pessoas. Se alguém te escrever arnês num contexto de cães, essa página foi escrita noutro país.

Cuidado só com uma coisa: peitoral sozinho também é o músculo do peito, com bastante procura própria. Por isso convém manter para cães ao lado da palavra.

A divisão que recomendamos

SituaçãoPara andarPara identificar
Cão que não puxaColeira serveColeira
Cão que puxa às vezesColeira mais largaColeira
Cão que puxa semprePeitoralColeira
Cão de cara curtaPeitoralColeira
Cão com problema respiratórioPeitoral, e fala com o veterinárioColeira

Repara que a coluna da direita nunca muda. A razão é prática e não comercial: um peitoral sai em casa e uma coleira não. Um cão que se escapa pela porta sem peitoral não leva nada que permita a um estranho devolvê-lo, e o nome bordado na fita mais o número gravado na chapa são exatamente isso.

Como saber se a tua coleira está a fazer pressão a mais

Não precisas de instrumentos. Durante uma semana, presta atenção à trela em vez de prestar atenção ao cão. Se ela fica reta várias vezes por passeio, há força a passar pelo pescoço com regularidade e vale a pena mudar a configuração.

Depois verifica o ajuste. Enfia dois dedos entre a fita e o pescoço, na horizontal: se entram justos, está bem; se entram três, está larga, e uma coleira larga escorrega para a parte estreita da garganta, que é o pior sítio possível para receber um puxão. Uma coleira mal ajustada faz mais pressão do que uma coleira estreita bem ajustada.

E se o cão tosse, ronca ou faz um som de gralha depois de puxar, isso não é uma questão de largura. É uma conversa com o teu médico veterinário.

O que nós fazemos

Fazemos coleiras em quatro larguras: 15 mm na Puppy, 20 mm na Classic em S e M e 25 mm (L/XL; S/M: 20 mm) em L e XL, 25 mm (L/XL; S/M: 20 mm) na Tactical (Feito pela Squffy) em M e 38 mm (L/XL; M: 25 mm) em L e XL. Todas fecham com uma fivela de abertura rápida ensaiada a 360 kg, que é margem e não uma previsão. Ferragens em liga de zinco.

Não fazemos peitorais, açaimes, coleiras estranguladoras nem nada elétrico. E a nossa coleira é uma fita tecida para passear e para identificar: não trata nada e não substitui a que o veterinário te deu para as carraças.

360 kg / 907 kg: Especificação Squffy. Norma de ensaio e relatório laboratorial ainda não publicados.

Classic
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
S24-35 cm20 mm
M32,5-52,5 cm20 mm
L38-61 cm25 mm
XL44-73 cm25 mm
Tactical
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
M37-47 cm25 mm
L45,5-61 cm38 mm
XL54,5-79 cm38 mm
Puppy
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
XS21,5-31,5 cm15 mm
S26-41 cm15 mm

Perguntas frequentes

Coleira ou peitoral, qual escolho?
Se o teu cão puxa com regularidade, peitoral para andar. Se não puxa, a coleira serve para tudo. Nos dois casos a coleira fica no pescoço a fazer a identificação, porque um peitoral sai em casa e um cão que se escapa sem nada não tem como voltar.
Uma coleira mais larga é sempre melhor?
Só quando há força. Mais largura espalha a mesma força por mais pescoço, o que é bom num cão pesado. Num pescoço pequeno uma fita de 38 mm não acompanha a curva da garganta, levanta e encosta no maxilar, e passa a incomodar sem dar vantagem nenhuma.
O peitoral ensina o cão a não puxar?
Não. Muda o sítio onde a força atua e alguns modelos com engate frontal tornam a tração menos eficaz, o que é ajuda mecânica. A aprendizagem faz-se com a regra de que a trela esticada nunca dá progresso, com peitoral ou sem ele.
Em Portugal diz-se arnês ou peitoral?
Peitoral. Arnês em Portugal é quase sempre equipamento de escalada, alpinismo ou trabalho em altura, para pessoas. Uma página de cães que escreve arnês foi escrita noutro país, e vale a pena manter para cães ao lado da palavra peitoral, que também é o músculo do peito.
Como sei se a coleira está bem ajustada?
Dois dedos planos entre a fita e o pescoço, na horizontal. Se entram justos, está certo. Se entram três, está larga e vai escorregar para a zona estreita da garganta, que é onde um puxão faz mais estragos. Uma coleira larga é pior do que uma coleira estreita bem posta.
O meu cão tosse depois de puxar. O que faço?
Isso deixa de ser uma questão de material. Passa a passear com peitoral para tirar a força do pescoço e marca uma consulta com o teu médico veterinário para ele ver a via aérea. Não é normal e não se resolve com uma fita diferente.
Vendem peitorais?
Não. Fazemos coleiras, trelas, chapas de identificação e pins para cão. Quando um peitoral é a resposta certa dizemo-lo e mandamos-te comprar noutro sítio, o que nos custa a venda e continua a ser o conselho correto.

Sobre este artigo

A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.

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Referências (4)
  1. [1]Pauli, A. M., Bentley, E., Diehl, K. A., & Miller, P. E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
  2. [2]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7), e52.
  3. [3]Maggiore, A. D. (2014). Tracheal and airway collapse in dogs. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, 44(1), 117-127.
  4. [4]Hunter, A., Blake, S., & Ferro de Godoy, R. (2019). Pressure and force on the canine neck when exercised using a collar and leash. Veterinary and Animal Science, 8, 100082.

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