Qual é a melhor coleira para um cão que puxa muito

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Definition
Nenhuma. Para um cão que puxa com força a coleira não é a ferramenta: o que tira a força do pescoço é um peitoral, que não fazemos, e o que resolve o problema é treino. A coleira continua a ser onde vive a identificação do cão, e é isso que ela faz bem.
Esta é a pergunta mais valiosa que se faz em Portugal sobre coleiras e a resposta honesta não nos vende nada. Melhor coleira para cães que puxam muito é uma pesquisa com um custo por clique dos mais altos da categoria, o que quer dizer que há lojas a pagar bem por este visitante. Nós vamos dizer-te o que descobrimos nos dados antes de te vender uma peça.
O próprio Google já decidiu, e vale a pena saber
Em Portugal há uma coincidência que não é coincidência. Se olhares para os tópicos que o Ahrefs atribui às pesquisas, trela e toda a sua família resolvem para o tópico peitoral, e peitoral resolve de volta para trelas para cães. Cada um é o tópico pai do outro.
Isto é mais forte do que qualquer comparação de volumes: significa que o motor de busca trata quem procura uma trela e quem procura um peitoral como a mesma pessoa com o mesmo problema. E o problema, em quase todos os casos, é um cão que puxa.
Ou seja: a Internet portuguesa já está a mandar este dono para um peitoral. Nós não fazemos peitorais, e continuamos a achar que está certo.
Porque é que um peitoral tira a força do sítio errado
Quando um cão puxa com uma fita no pescoço, a força aparece na garganta, contra a traqueia e o tecido mole por baixo dela. É uma zona estreita e sensível, e quanto mais estreita for a fita mais se concentra a pressão. Uma coleira de trinta e oito milímetros distribui melhor a mesma força do que uma de vinte, e é o único ganho real que a largura te dá aqui.
Um peitoral resolve isso por geometria: tira a garganta da equação e passa a carga para estruturas que a suportam sem consequências. Como é que exatamente, está explicado na página sobre onde fica a força, e o essencial aqui é o que ele NÃO faz. Não ensina nada. Põe a tração num lugar onde ela não faz estragos enquanto tu trabalhas o resto, e nada mais.
Não vamos argumentar contra os peitorais nem fingir que temos um. Há marcas que os donos portugueses já conhecem e comparam entre si, e nenhuma delas somos nós.
O que funciona, e não custa nada
O mecanismo do problema é simples e quase todos nós o alimentamos sem querer. O cão puxa, chega mais depressa ao sítio interessante, e portanto puxar funciona. Cada passeio em que ele avança com a trela esticada é uma repetição de treino, no sentido errado.
A correção é igualmente simples de descrever e difícil de manter: a trela esticada nunca dá progresso. Quando esticar, paras. Não puxas de volta, não dizes nada, ficas quieto. No segundo em que ela alivia, avanças. Se ele voltar a esticar, paras outra vez.
Nos primeiros dias vais andar vinte metros em dez minutos e vais sentir-te ridículo. É o preço, e é uma vez.
E na calçada portuguesa isto é mais difícil
Convém dizer que o cenário conta. Numa calçada de um metro de largura, com um muro de um lado e carros do outro, o cão não tem margem para se colocar ao teu lado e tu não tens margem para parar sem ficar no caminho de alguém. Nas subidas do Porto ou de Lisboa acrescenta-se a inclinação, que dá ao cão uma vantagem mecânica que ele não tem no plano.
A solução prática é escolher onde treinar. As primeiras duas semanas fazem-se num sítio largo e sem gente: um parque, uma marginal, um caminho de terra. A calçada estreita é o exame final, não a aula.
Três coisas que não recomendamos
A trela extensível, para começar. Em Portugal é a compra por defeito, com centenas de pesquisas por mês entre extensível e flexi, e é a pior escolha possível para um cão que puxa: uma mola que cede sempre que ele avança ensina exatamente aquilo que estás a tentar desensinar.
Puxar de volta, a seguir. Um cão responde a pressão constante no pescoço encostando-se mais a ela, o que é reflexo e não teimosia. Se puxas, ele puxa mais.
E não vendemos coleiras estranguladoras, de treino nem nada elétrico, e não tomamos posição legal sobre esses dispositivos aqui. Só dizemos que o problema é de aprendizagem e que a dor não ensina onde é para andar.
Onde a nossa coleira entra
Entra na parte que o peitoral não faz. Repara no que acontece à porta de casa: o peitoral fica pendurado no cabide e o cão continua a mexer-se pela casa toda. Se se escapar nesse estado, vai para a rua sem nada. A coleira não sai, e é ela que leva o nome dele bordado na fita e, na chapa, o teu número de telefone.
Portanto, se o teu cão puxa, a divisão sensata é esta: passeia-o com peitoral, treina o alívio da trela, e mantém a coleira no pescoço a fazer identificação. Nós fazemos essa parte, em fita de nylon com ferragens em liga de zinco, e as nossas trelas são de 1,5 m fixos, sem mola nenhuma.
Se o cão for muito pesado, a linha Tactical dá-te 38 mm nos tamanhos grandes e uma pega junto à fivela, que serve para os dois segundos em que precisas de o ter perto. Não é uma solução para o puxar: é uma forma de atravessar o problema com menos sobressaltos.
Perguntas frequentes
7 perguntasQual é a melhor coleira para um cão que puxa muito?
Porque é que não vendem peitorais se os recomendam?
Quanto tempo leva a corrigir o puxar?
A trela extensível ajuda um cão que puxa?
Devo mudar para uma coleira mais larga?
Posso continuar a usar coleira em casa e peitoral na rua?
O meu cão só puxa quando vê outro cão. É o mesmo problema?
Sobre este artigo
A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.
Última revisão: Ainda não revisto
Referências (5)
- [1]Ziv, G. (2017). The effects of using aversive training methods in dogs: A review. Journal of Veterinary Behavior, 19, 50-60.
- [2]Cooper, J. J., Cracknell, N., Hardiman, J., Wright, H., & Mills, D. (2014). The welfare consequences and efficacy of training pet dogs with remote electronic training collars in comparison to reward based training. PLOS ONE, 9(9), e102722.
- [3]Bradshaw, J. W. S., Blackwell, E. J., & Casey, R. A. (2009). Dominance in domestic dogs: useful construct or bad habit? Journal of Veterinary Behavior, 4(3), 135-144.
- [4]American Veterinary Society of Animal Behavior (AVSAB) (2021). Position statement on humane dog training.
- [5]Pet Professional Guild. Position statement on the use of shock, prong and choke collars in animal training.
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