Saltar para o conteúdo
Envio grátis a partir de 60,00 €
Squffy

Raça potencialmente perigosa e cão forte não são a mesma coisa

Um rottweiler com uma coleira Tactical para cão Midnight Black sentado com atenção ao lado do seu treinador, numa rua neerlandesa

Última atualização:

Definition

Em Portugal existe uma classificação legal de raças potencialmente perigosas, com obrigações próprias para quem tem um desses cães. Cão forte é outra coisa: é uma descrição física, de peso, força de tração e capacidade de arrastar uma pessoa. Muitos dos cães mais fortes do país não estão em nenhuma lista, e vários cães listados não são particularmente fortes.

Há duas conversas diferentes em Portugal que usam quase as mesmas palavras, e misturá-las cria decisões erradas. Uma é jurídica e a outra é de física.

Vale a pena separá-las com clareza, porque cerca de duas mil e quatrocentas pesquisas por mês em Portugal são sobre raças perigosas, listas e classificações, e nenhuma delas é sobre a força do animal.

A conversa legal: existe uma lista

Portugal tem uma categoria legal de cães potencialmente perigosos, definida por raça e por características, e essa categoria traz obrigações concretas para o detentor. Circulação na via pública com açaime e com trela curta, seguro de responsabilidade civil, registo e formação do detentor são as que aparecem mais vezes nas pesquisas, e a existência de uma formação obrigatória é bem conhecida: há gente a procurá-la pelo nome.

Não vamos citar nenhum decreto, nenhum artigo e nenhum número. Uma referência legal mal copiada é pior do que nenhuma, e as listas e as obrigações mudam. Se o teu cão pode estar nesta categoria, confirma na tua junta de freguesia e com o teu médico veterinário, que são as duas portas certas.

O que importa saber para esta página é o que a classificação faz: cria deveres para o dono. Não é uma medida de força e não é um julgamento sobre o carácter de nenhum cão em particular.

A conversa física: existe força, e não coincide com a lista

Cão forte significa que, quando o animal decide ir a algum lado, uma pessoa média não o impede com o braço. É uma questão de massa, de centro de gravidade baixo e de força de tração.

Olha para o que Portugal tem em casa. Um cão da serra da estrela adulto pode chegar aos sessenta quilos e é o cão mais procurado do país em pesquisas de raça, com cerca de dez mil por mês. Um rafeiro alentejano é maciço e foi criado para se pôr entre um rebanho e um predador. Um cão de castro laboreiro é mais leve e igualmente decidido. Nenhum destes é o típico cão da lista legal, e todos eles são exatamente aquilo que quer dizer cão forte.

Ao contrário, um cão de trinta quilos com uma cabeça larga pode estar classificado e ser mais fácil de segurar do que um dos cães acima.

Porque é que as duas coisas se confundem

Confundem-se porque as pesquisas mais populares são listas, feitas para serem clicadas e sem qualquer distinção entre uma classificação jurídica e uma impressão. Não publicamos rankings de cães perigosos. A consequência prática é que as pessoas compram equipamento a pensar na lista em vez de pensarem no cão que têm à frente.

O que a força muda no equipamento

Muda três coisas, e nenhuma delas é a legalidade.

Muda a largura da fita, porque a mesma força distribuída por trinta e oito milímetros de pescoço faz menos pressão do que por vinte. Muda a utilidade de uma pega de controlo junto à fivela, para segurares o cão dois segundos à porta do veterinário sem lhe dar a folga da trela toda. E muda a margem com que as peças trabalham: a fivela de abertura rápida das nossas coleiras é ensaiada a 360 kg, o que não é o que um cão puxa, é a distância a que a peça está do seu limite.

O que a força não muda é o comportamento. Uma coleira mais larga não ensina nada a ninguém.

O que a lista muda no equipamento

Muda coisas que nós não vendemos. Se o teu cão está classificado, o que a via pública exige é açaime e um comprimento de trela curto. Um açaime não é uma coleira e não temos nenhum. A nossa trela tem 1,5 m fixos, e o comprimento máximo permitido nesse caso pode ser menor do que isso.

Dizemos isto por escrito porque é o género de detalhe que faz uma pessoa comprar a peça errada: uma coleira robusta com uma pega parece equipamento sério e não satisfaz nenhuma obrigação legal.

E o cão mais comum de Portugal não é nenhum dos dois

A maior parte dos cães em Portugal são rafeiros no sentido corrente da palavra, cães de raça indefinida. Não estão em listas e não têm um peso previsível pela aparência. Para esses a única coisa que funciona é medir: perímetro do pescoço, peso na balança, e observar durante uma semana se a trela fica esticada com frequência.

Um cão que nunca põe a trela sob tensão não precisa de mais largura, tenha o tamanho que tiver. Um cão que a põe sob tensão todos os dias precisa, e provavelmente precisa também de outra conversa, que é a de como se anda sem esticar.

Duas listas de compras diferentes

Se a tua preocupação é a força, o que compras é largura, uma pega junto à fivela e uma trela sem mola. Isso somos nós, em liga de zinco e nylon tecido.

Se a tua preocupação é a classificação legal, o que compras é um açaime, um seguro e possivelmente uma formação. Nada disso existe na nossa loja e não conhecemos ninguém que venda as duas coisas ao mesmo tempo. Também não vamos discutir aqui a legalidade de coleiras de choque ou estranguladoras: não as temos e o tema não pertence a texto comercial.

Se a tua preocupação é que o cão fuja, o que compras é identificação, e essa é a única das três que serve para todos os cães deste artigo. Vale a pena acrescentar, porque em Portugal a palavra coleira é ambígua na prática: a nossa não leva nada dentro e não faz o trabalho da que o veterinário te indicou contra as carraças.

360 kg / 907 kg: Especificação Squffy. Norma de ensaio e relatório laboratorial ainda não publicados.

Perguntas frequentes

O meu cão é grande. Está numa lista?
Tamanho não põe um cão em lista nenhuma. A classificação portuguesa é feita por raça e por características definidas na lei, não por peso, e há cães de sessenta quilos fora dela e cães de trinta dentro. Confirma na tua junta de freguesia ou com o teu veterinário, que são quem tem a informação atualizada.
Se o meu cão estiver classificado, uma coleira mais forte resolve alguma obrigação?
Não resolve nenhuma. As obrigações na via pública passam por açaime e por um comprimento de trela curto, e uma coleira não é nem uma coisa nem a outra. Não vendemos açaimes e a nossa trela tem 1,5 m, que pode ser mais do que o permitido nesse caso.
Qual é o cão mais forte que há em Portugal?
Não há uma resposta única, mas os cães de gado são os candidatos óbvios: o cão da serra da estrela, o rafeiro alentejano e o cão de castro laboreiro foram criados para trabalhar sozinhos contra predadores. Nenhum deles é o cão típico das listas legais.
O que é que os 360 kg da fivela querem dizer?
Querem dizer que a peça foi ensaiada a essa carga estática. Não quer dizer que o teu cão puxe isso, nem perto: é a margem entre o uso real e o limite da peça. A fita, a costura e a tua mão cedem muito antes.
Devo escolher a linha Tactical por o meu cão ser forte?
Se ele pesa muito ou se agarra à trela, sim, porque a fita é mais larga e tem pega. Mas repara numa consequência: os pins para cão entram apenas na linha Classic, por isso se querias pins a decisão inverte-se.
Um cão forte que puxa precisa de outro equipamento?
Precisa de outra abordagem, não de outra coleira. Em Portugal a própria pesquisa manda esse dono para um peitoral, que nós não fazemos, e a parte que resolve mesmo é o treino. Uma coleira mais larga distribui melhor a força que já existe e é tudo o que faz.
Vocês tomam posição sobre coleiras de choque ou estranguladoras?
Não vendemos nenhuma e não vamos citar leis sobre elas em copy comercial. O que dizemos é o que a nossa coleira faz: identificar e passear. Se procuras uma solução para um problema de comportamento, a conversa certa é com um profissional de comportamento animal.

Sobre este artigo

A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.

Padrões editoriaisPolítica de uso de IA

Última revisão:

Referências (5)
  1. [1]Patronek, G. J., Sacks, J. J., Delise, K. M., Cleary, D. V., & Marder, A. R. (2013). Co-occurrence of potentially preventable factors in 256 dog bite-related fatalities in the United States (2000-2009). Journal of the American Veterinary Medical Association, 243(12), 1726-1736.
  2. [2]Olson, K. R., Levy, J. K., Norby, B., Crandall, M. M., Broadhurst, J. E., Jacks, S., Barton, R. C., & Zimmerman, M. S. (2015). Inconsistent identification of pit bull-type dogs by shelter staff. The Veterinary Journal, 206(2), 197-202.
  3. [3]American Veterinary Medical Association. (2014). The role of breed in dog bite risk and prevention. AVMA Literature Review.
  4. [4]Duffy, D. L., Hsu, Y., & Serpell, J. A. (2008). Breed differences in canine aggression. Applied Animal Behavior Science, 114(3-4), 441-460.
  5. [5]Casey, R. A., Loftus, B., Bolster, C., Richards, G. J., & Blackwell, E. J. (2014). Human directed aggression in domestic dogs: Occurrence in different contexts and risk factors. Applied Animal Behavior Science, 152, 52-63.

Encontrou um erro? Entre em contacto connosco

Artigos relacionados

Inscreva-se na nossa newsletter-10%
Raça potencialmente perigosa ou cão forte | Squffy