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Coleira para galgo e para podengo: a cabeça é mais estreita

Um galgo inglês e um whippet juntos num parque com coleiras bem ajustadas, a ilustrar a forma do pescoço de um galgo

Última atualização:

Definition

Num cão de corpo estreito a cabeça é mais fina do que o pescoço, portanto uma coleira plana não tem travão nenhum: um recuo brusco fá-la passar por cima das orelhas. Não fazemos coleiras martingale nem antifuga. A resposta honesta é peitoral para andar e coleira para identificar, sempre com o mesmo aperto de dois dedos.

Portugal tem um galgo próprio e quase ninguém escreve sobre a coleira dele. O podengo português soma cerca de sete mil e setecentas pesquisas por mês entre as duas maneiras de o escrever, à frente do galgo com três mil e duzentas e do galgo italiano com duas mil. São números de raça, não de produto: coleira galgo tem vinte pesquisas e coleira podengo não aparece no índice.

Ou seja, quem chega aqui não está a comprar. Está a informar-se sobre o cão. Escrevemos em conformidade.

O podengo não é um cão, são três

Este é o primeiro erro a evitar e é fácil de cometer. O podengo português existe em três tamanhos: pequeno, médio e grande. Um podengo pequeno pesa uns cinco quilos e um podengo grande pode passar dos vinte e cinco. Tratar o nome como se fosse um animal só dá a maior parte dos leitores a resposta errada.

Por isso este artigo está organizado pela geometria do pescoço e da cabeça, e não pelo nome da raça. Serve o podengo nas três variedades, o galgo, o galgo italiano e qualquer cão de raça indefinida com a mesma construção, que em Portugal são muitos.

A geometria, e é toda a questão

Na maior parte dos cães a cabeça é a parte larga. Uma coleira que escorregue para cima encontra o crânio e para: existe um travão mecânico e o dono nunca pensa nisso.

Num cão de corpo estreito esse travão não existe. A cabeça é um cone fino, o pescoço é mais grosso do que ela, e a fita não tem contra o que encostar. Se o cão recuar de repente, com força, a coleira desliza para a frente e sai.

Isto não é uma tendência de fuga: é forma. E o momento em que acontece é sempre o mesmo, um susto que faz o cão puxar para trás em vez de para a frente.

O que a medição mostra

Mede o pescoço baixo, junto aos ombros, e depois a cabeça por cima das orelhas, na zona mais larga. Num cão com o travão natural há uma diferença clara entre os dois números. Neste tipo de cão a diferença é pequena, nula, ou invertida.

Com números invertidos não há aperto que resolva: um aperto suficientemente firme para a coleira não passar pela cabeça é um aperto demasiado apertado para o cão viver com ele.

As coleiras que resolvem isto, e que não fazemos

Existem duas construções feitas exatamente para este problema. Uma tem duas argolas ligadas por uma alça que aperta até um limite quando a trela é esticada. Outra fecha com uma segunda volta mais alta, atrás das orelhas, para não haver caminho de saída.

Não fazemos nenhuma das duas, e é interessante que em Portugal ninguém as procure: coleira martingale tem zero pesquisas registadas, embora tenha um custo por clique dos mais altos de todo o conjunto português, e coleira antifuga não aparece no índice. Em Espanha o mecanismo é o tópico pai da procura por coleira de galgo. Aqui não é assunto.

Se o teu cão é um galgo recolhido de um canil e tem historial de fugir, é uma dessas construções que precisas, e vem de outra loja.

A divisão que recomendamos

Peitoral para andar. Coleira para identificar.

O peitoral resolve a saída pela cabeça por não passar pela cabeça: as fixações estão no peito e por trás das patas dianteiras. E a coleira, apertada nos mesmos dois dedos de sempre, fica no pescoço a levar o nome do cão bordado e a chapa com o teu número, porque o peitoral sai em casa e a coleira não.

Se o teu cão nunca deu um recuo brusco na vida, podes passear pela coleira. O critério é o comportamento e não a raça.

Que largura, nestes cães

Um pescoço longo e fino não gosta de fita larga. A curva é acentuada e uma banda de 38 mm levanta nas laterais em vez de assentar, o que a torna desconfortável sem dar vantagem nenhuma.

Num podengo pequeno, a Puppy de 15 mm enquanto o pescoço estiver entre 21,5 e 32 cm. Num galgo italiano, o mesmo. Num galgo adulto ou num podengo grande, a Classic nos tamanhos que dão 20 mm ou 25 mm (L/XL; S/M: 20 mm), conforme o pescoço.

Dois pontos práticos que só se aplicam a estes cães

O primeiro é o pelo. Num podengo de pelo cerdoso a medição por cima do pelo dá um número maior do que a realidade; num galgo, de pelo raso e pele fina, não há margem nenhuma e uma coleira demasiado apertada marca visivelmente. Nesta segunda situação, verifica se há pelo desgastado onde a fita assenta e afrouxa um ponto se houver.

O segundo é o sol. O galgo e o podengo têm pele fina e pouco pelo no pescoço, e em Portugal isso significa exposição real no verão. Uma coleira folgada que roda com o movimento incomoda mais numa pele assim, o que é um argumento a favor do aperto correto e não de a alargar por caridade.

Classic
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
S24-35 cm20 mm
M32,5-52,5 cm20 mm
L38-61 cm25 mm
XL44-73 cm25 mm
Tactical
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
M37-47 cm25 mm
L45,5-61 cm38 mm
XL54,5-79 cm38 mm
Puppy
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
XS21,5-31,5 cm15 mm
S26-41 cm15 mm

Perguntas frequentes

Porque é que a coleira sai pela cabeça do meu galgo?
Porque a cabeça dele é mais estreita do que o pescoço, ao contrário da maior parte dos cães, e portanto não há travão mecânico nenhum contra o qual a fita encoste. Num recuo brusco a coleira desliza para a frente e passa. É forma e não é tendência de fuga.
Fazem coleiras martingale ou antifuga?
Não fazemos nenhuma das duas. São as construções feitas exatamente para este problema e vêm de outras lojas. Se o teu cão tem historial de se soltar, é uma delas que precisas.
O podengo pequeno e o grande levam a mesma coleira?
Não. O podengo português vem em três tamanhos e vai de uns cinco quilos a mais de vinte e cinco. Tratar o nome como uma medida só é o erro mais comum aqui. Mede o pescoço e decide por esse número.
Posso apertar mais para não sair?
Não resolve e prejudica o cão. Se a cabeça for tão estreita como o pescoço, o aperto que impede a saída é apertado demais para o cão viver com ele. A resposta é passear com peitoral e manter a coleira nos dois dedos habituais, a fazer identificação.
Que largura para um galgo?
Não a maior. Um pescoço longo e fino tem uma curva acentuada e uma fita larga levanta nas laterais em vez de assentar. Num galgo italiano ou num podengo pequeno, 15 mm enquanto o pescoço estiver abaixo dos 32 cm; num galgo adulto, a Classic com 20 mm ou 25 mm (L/XL; S/M: 20 mm) conforme o pescoço.
A coleira gasta o pelo do pescoço?
Num cão de pelo raso pode notar-se, sobretudo se a coleira estiver folgada e rodar com o movimento. Verifica a zona onde a fita assenta de vez em quando: se houver pelo desgastado, afrouxa um ponto e confirma se não está a rodar.
Se o meu cão nunca fugiu, posso passear pela coleira?
Podes. O critério é o comportamento e não a raça: um cão que nunca deu um recuo brusco não está no cenário que este artigo descreve. Se um dia der, o cenário passa a aplicar-se e vale a pena mudar de rotina.

Sobre este artigo

A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.

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Referências (4)
  1. [1]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7), e52.
  2. [2]Pauli, A. M., Bentley, E., Diehl, K. A., & Miller, P. E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
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