Coleira num bulldog francês: o pescoço é tão grosso como a cabeça

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Definition
Num bulldog francês, num pug ou num bulldog inglês há dois problemas ao mesmo tempo: a via aérea é estreita, portanto qualquer tração no pescoço tem mais efeito do que num cão de nariz comprido, e a cabeça não é mais larga do que o pescoço, portanto a coleira não tem travão. A resposta é peitoral para andar e coleira para identificar.
Em Portugal o cão de cara curta é o bulldog francês, e a procura sobre ele diz uma coisa curiosa: quase ninguém procura coleira para esta raça, e há bastante gente a procurar açaime, com tópico próprio, incluindo a versão anti-ingestão.
Isso faz sentido, porque estes cães apanham coisas do chão. E diz-nos que o leitor desta página não é o comprador de uma coleira bonita: é alguém a tentar perceber o que serve e o que não serve num cão com esta construção.
O primeiro problema: a via aérea
Um cão de cara curta tem aproximadamente a mesma quantidade de tecido dentro da cabeça que um cão de nariz comprido, comprimida em muito menos espaço. Isso estreita a passagem do ar, e ouve-se: o ressonar, e o esforço para respirar em dias de calor, vêm daí.
Numa passagem já estreita, pressão vinda de fora tem mais efeito do que numa passagem folgada. Se um cão destes puxa com uma fita no pescoço, essa tração assenta exatamente na zona que já tem pouca margem. Num labrador que faça o mesmo há mais espaço a sobrar.
Isto não é uma opinião sobre coleiras. É uma diferença de anatomia, e num país onde os verões passam com facilidade os trinta graus conta mais do que em climas frios: um cão que já está a arfar não precisa de nada a empurrar contra a garganta.
O segundo problema: a coleira não tem onde parar
Este é o ponto que quase não se menciona e que causa a maior parte dos sustos. Num bulldog francês e num pug o pescoço é tão grosso como a cabeça, e por vezes mais.
Na maior parte dos cães o crânio é a parte larga e serve de travão: a coleira sobe, encontra a cabeça e para. Nestes não encontra nada. Uma fita folgada o suficiente para ser confortável pode sair num único recuo, e uma fita apertada o suficiente para não sair está apertada demais para um cão que respira com esforço.
É uma contradição real e não se resolve com um ajuste inteligente.
A divisão que recomendamos
Peitoral para o passeio, coleira para a identificação.
O peitoral tira a tração do pescoço porque as fixações ficam no peito e por trás das patas dianteiras, o que num cão que respira com esforço é o argumento decisivo. E não passa pela cabeça, o que resolve a saída ao mesmo tempo. Não vendemos peitorais, portanto este conselho manda-te comprar noutro sítio.
A coleira continua no pescoço, apertada nos dois dedos habituais, com o nome do cão bordado na fita e o teu número gravado na chapa. A razão é prática: o peitoral fica no cabide entre passeios e as fugas quase nunca acontecem no passeio, acontecem à porta e no portão.
E se o teu cão não puxar
Então podes passear pela coleira. Um bulldog francês que anda ao teu lado e nunca estica a linha não sofre nada com uma banda bem posta. O gatilho é a tração e não a raça, e é honesto dizê-lo em vez de proibir por categoria.
Para saber em que caso estás, presta atenção à trela durante uma semana em vez de prestares atenção ao cão. Se ela fica reta várias vezes por passeio, tens tração.
As duas medições que decidem
Mede o pescoço baixo, junto aos ombros, na parte mais larga, com a fita encostada à pele. Mede depois a cabeça por cima das orelhas, na zona mais larga.
Se a diferença entre os dois números for inferior a dois centímetros, ou se a cabeça for menor, a coleira não tem travão. Passeia com peitoral e usa a coleira estritamente para identificação.
Se a cabeça for claramente maior, tens travão e a decisão passa a ser apenas sobre tração.
Que coleira, quando é para identificação
A Classic serve estes cães bem. Nos tamanhos S e M a banda tem 20 mm, o que numa garganta larga e curta assenta melhor do que uma fita muito larga: 38 mm num pescoço destes fica levantada e encosta no ângulo do maxilar, que é a última coisa que se quer num cão que arfa.
É também a única linha que aceita pins para cão, se isso te interessar. Com pins ficas com oito caracteres bordados em vez de dez, e seis se for uma Classic de tamanho S com pins.
Uma nota sobre o açaime
Não vendemos açaimes e não tomamos posição legal sobre eles. Mencionamos porque os dados dizem que é o que muitos donos desta raça têm em mãos, e porque há um risco específico que vale um aviso: um açaime que não deixe a boca abrir por completo impede o cão de arrefecer pelo arfar. Num cão de cara curta, num verão português, isso é sério. Se usares um, escolhe um modelo em cesto com espaço real e fala com o teu médico veterinário.
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| S | 24-35 cm | 20 mm |
| M | 32,5-52,5 cm | 20 mm |
| L | 38-61 cm | 25 mm |
| XL | 44-73 cm | 25 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| M | 37-47 cm | 25 mm |
| L | 45,5-61 cm | 38 mm |
| XL | 54,5-79 cm | 38 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| XS | 21,5-31,5 cm | 15 mm |
| S | 26-41 cm | 15 mm |
Perguntas frequentes
7 perguntasColeira ou peitoral para um bulldog francês?
Porque é que a coleira sai com tanta facilidade nestes cães?
O meu pug não puxa. Posso passear pela coleira?
Que largura escolho?
Como sei se a coleira está bem apertada?
Um açaime é boa ideia nestes cães?
E se o cão tossir ou fizer um som estranho depois de puxar?
Sobre este artigo
A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.
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Referências (5)
- [1]Liu, N. C., Troconis, E. L., Kalmar, L., Price, D. J., Wright, H. E., Adams, V. J., Sargan, D. R., & Ladlow, J. F. (2017). Conformational risk factors of brachycephalic obstructive airway syndrome (BOAS) in pugs, French bulldogs, and bulldogs. PLOS ONE, 12(8), e0181928.
- [2]Pauli, A. M., Bentley, E., Diehl, K. A., & Miller, P. E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
- [3]Packer, R. M. A., Hendricks, A., Tivers, M. S., & Burn, C. C. (2015). Impact of facial conformation on canine health: brachycephalic obstructive airway syndrome. PLOS ONE, 10(10), e0137496.
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- [5]Hunter, A., Blake, S., & De Godoy, R. F. (2019). Pressure and force on the canine neck when exercised using a collar and leash. Veterinary and Animal Science, 8, 100082.
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