A coleira do teu cão sai pela cabeça? Mede antes de comprar

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Definition
Mede o perímetro do pescoço na parte mais larga, baixo, junto aos ombros, com a fita métrica assente na pele e não sobre pelo levantado. Depois confirma o ajuste com dois dedos planos entre a fita e o pescoço. É essa segunda verificação, e não o número, que decide se a coleira se mantém no cão.
Vale a pena dizer o que a pesquisa portuguesa mostra, porque muda o assunto desta página. Medir um cão não é uma pergunta que se faça em Portugal: nem medir pescoço cão, nem perímetro, nem tamanho de coleira devolvem procura. O único resultado com volume que apareceu numa busca por medir e cão foi como medir a febre, que é um termómetro.
O que existe, com um custo por clique associado, é coleira para cachorro não fugir. Ou seja: a preocupação real não é qual é o tamanho. É se a coleira se mantém no cão.
Por isso a ordem desta página está invertida em relação ao habitual. O ajuste vem antes da tabela.
Primeiro, a verificação que decide tudo
Com a coleira no cão e fechada, encosta dois dedos planos ao pescoço e faz deslizar por baixo da fita, pelo lado. Se entram justos, com algum atrito, está bem posta. Se entram três, está larga. Se não entra nenhum com facilidade, está apertada.
Faz esta verificação de pé, ao lado do cão, e não com ele sentado: com o cão sentado a pele do pescoço junta-se e uma coleira apertada parece confortável.
Repete daqui a duas semanas. Um cão que muda de peso, um cão tosquiado, um cão que passa de pelo de inverno para pelo de verão: todos precisam de um ajuste, e ninguém se lembra de o fazer.
Como medir, se ainda não tens coleira nenhuma
Precisas de uma fita métrica de costura. Se só tiveres uma fita métrica de obra, usa um cordel, marca com os dedos e mede depois o cordel a régua.
Passa a fita em volta do pescoço na parte mais larga, que é baixo, junto aos ombros, e não a meio do pescoço nem junto à cabeça. Encosta-a à pele: em cães de pelo comprido, um cão de água português ou um serra da estrela, medir por cima do pelo dá facilmente três a quatro centímetros a mais, e três centímetros a mais é uma coleira que sai.
Aponta o número em centímetros com casa decimal se for o caso, porque um pescoço não vem em números redondos e nós cortamos em passos de meio centímetro.
Mede também a cabeça
Este passo aparece em poucas instruções e é o que evita a maior parte das devoluções. Passa a fita em volta da cabeça, pela zona mais larga, por cima das orelhas.
Compara os dois números. Numa cabeça claramente mais larga do que o pescoço, a coleira tem um travão natural e não sai. Se a diferença for pequena, ou se a cabeça for mais estreita do que o pescoço, a coleira não tem travão nenhum, e é aí que um recuo brusco a faz passar por cima das orelhas.
O que fazer quando os dois números são parecidos
Esta é a situação de duas famílias de cães portugueses muito diferentes entre si. Num bulldog francês ou num pug o pescoço é tão grosso como a cabeça, às vezes mais. Num podengo, num galgo ou noutro cão de corpo estreito a cabeça é mais fina do que o pescoço.
Nos dois casos a conclusão é a mesma e é honesta: passeia com peitoral e deixa a coleira a fazer a identificação. Não vendemos peitorais, e uma coleira folgada o suficiente para ser confortável nesses cães é uma coleira que pode sair.
Os intervalos que fazemos
| Linha e tamanho | Perímetro do pescoço |
|---|---|
| Puppy | 21,5-32 cm |
| Classic, S e M | 24-52,5 cm |
| Classic, L e XL | 38-73 cm |
| Tactical, M | 37-47 cm |
| Tactical, L e XL | 45,5-79 cm |
Se o teu número cair na sobreposição de dois intervalos, decide pelo peso do cão e não pelo pescoço. E se estiveres exatamente no limite superior de um intervalo, sobe: uma coleira no último furo não tem margem para um cão que engorda dois quilos no inverno.
Uma nota sobre a que coleira estamos a falar
Em Portugal quem escreve coleira na barra de pesquisa está quase sempre à procura de produto veterinário. Convém então dizer o que medimos aqui: uma banda tecida, com um fecho e uma argola, que leva o nome do animal e nada mais. Não trata nada e não ocupa o lugar da que o teu médico veterinário indicou contra as carraças.
Três erros que vemos repetidos
O primeiro é medir com o cão a mexer-se. Um cão que está a ser medido acha que está a acontecer alguma coisa e levanta a cabeça, o que estica a pele do pescoço e dá um número maior. Vale a pena esperar que ele se aborreça.
O segundo é medir a meio do pescoço em vez de baixo. A meio do pescoço a medida é sempre menor, e uma coleira feita para essa medida vai escorregar para baixo, para a parte mais estreita da garganta, que é o pior sítio onde um puxão pode assentar.
O terceiro é comprar largo a pensar no crescimento. Numa coleira de adulto isso não é margem, é folga, e folga é precisamente o que deixa uma coleira sair pela cabeça. Se o cão ainda está a crescer, a página sobre trocar a coleira de um cachorro trata o assunto por medição.
E um número que não convém arredondar
Cortamos em passos de meio centímetro, por isso não há nenhuma vantagem em arredondar a tua medida para o número inteiro mais próximo. Se o pescoço tem 36,5 cm, escreve 36,5 cm. Meio centímetro numa fita estreita é a diferença entre dois dedos e três.
Perguntas frequentes
5 perguntasA coleira do meu cão sai-lhe pela cabeça. O que faço?
Quanto aperto é o certo?
Meço por cima ou por baixo do pelo?
Com que frequência devo verificar?
O meu número está entre dois tamanhos. Qual escolho?
Sobre este artigo
A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.
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Referências (4)
- [1]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7), e52.
- [2]Pauli, A. M., Bentley, E., Diehl, K. A., & Miller, P. E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
- [3]Hunter, A., Blake, S., & Ferro de Godoy, R. (2019). Pressure and force on the canine neck when exercised using a collar and leash. Veterinary and Animal Science, 8, 100082.
- [4]Grainger, J., Wills, A. P., & Montrose, V. T. (2016). The behavioral effects of walking on a collar and harness in domestic dogs. Journal of Veterinary Behavior, 14, 60-64.
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