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Squffy

Revestimento em pó preto mate: o que faz e por onde cede

Ferragens com revestimento em pó preto mate numa coleira Squffy Tactical para cão, sobre uma bancada de trabalho do estúdio

Última atualização:

Definition

Revestimento em pó é resina em partículas aplicada à peça por carga eletrostática e curada no forno, onde se funde numa camada contínua. Numa ferragem de liga de zinco dá uma superfície preta uniforme, sem brilho, que esconde riscos leves. Por ser uma camada, cede primeiro nas arestas, onde é mais fina.

Aviso de honestidade antes de começar: este tema não tem procura nenhuma em Portugal. Revestimento em pó tem dez pesquisas por mês, ferragens preto mate e coleira preta cão não aparecem no índice, e mesmo a expressão coleira tática soma dez. Por isso esta página é curta de propósito. Não a vamos inflacionar para parecer importante.

Escrevemos porque há uma pergunta que Portugal faz muito, sobre um assunto vizinho, e a resposta dela passa por aqui.

Como se faz

A peça de metal é ligada à terra e recebe uma nuvem de resina em pó com carga eletrostática, que se cola a toda a superfície, inclusive nos recantos onde um pincel não entra. Depois vai ao forno, onde o pó funde e reticula numa película contínua.

O resultado é diferente de pintura por duas razões. Não há solvente a evaporar, por isso não há escorridos nem espessura irregular. E a película não é uma camada de tinta assente na superfície: é uma resina que curou já em contacto com o metal.

Em Portugal o processo também se conhece por pintura eletrostática, que na verdade tem mais procura do que a designação que usamos. Dizemos revestimento em pó para que a nossa loja e o nosso conteúdo digam a mesma coisa.

A pergunta que Portugal faz de facto

É se a liga de zinco oxida, com cerca de quatrocentas pesquisas por mês entre as várias maneiras de a escrever. E a resposta, na página sobre esse material, é que sim, à superfície.

Sendo assim, a pergunta certa aqui é o que é que o revestimento faz a esse respeito. Enquanto a camada estiver inteira, a liga por baixo não está em contacto com o ar nem com a humidade, e portanto não oxida. É proteção real, e é a vantagem mais concreta do acabamento preto.

E o que acontece quando não está inteira

Uma camada não se gasta por igual. Cede onde é mais fina e onde a peça bate contra coisas, ou seja nas arestas: o bordo da fivela, o canto da argola em D, a zona onde a lingueta entra e sai. Nesse ponto aparece a liga de zinco, num tom claro que contrasta muito com o preto.

A partir daí a humidade tem caminho nessa aresta e a oxidação superficial acontece ali. É por isso que dizemos proteção enquanto está inteira e não proteção definitiva.

Isto não é um defeito de fabrico: é como se comporta qualquer revestimento em pó, num guiador de bicicleta, numa caixilharia de janela ou numa ferragem de cão.

O que o preto mate faz bem, para além de proteger

Esconde riscos leves melhor do que qualquer acabamento metálico. Uma superfície sem brilho não tem nada para refletir, por isso um risco superficial não cria uma linha luminosa que salta à vista.

E não devolve luz. Num cão que trabalha, ou simplesmente num cão preto ao anoitecer, isso significa que o metal não pisca. Há quem prefira precisamente o contrário por razões de visibilidade, e nesse caso o acabamento não é a solução: é uma fita clara ou um acessório refletor, que não fazemos.

Duas condições portuguesas que contam

A primeira é o sal. No litoral o ar transporta sal suficiente para acelerar a oxidação, e é exatamente nas arestas gastas que ele encontra a liga. Um pano seco depois de dias húmidos vale mais do que qualquer escolha de cor.

A segunda é o pó fino do verão do interior. No Alentejo e na Beira, em agosto, uma superfície mate mostra pó onde uma superfície polida mostraria dedadas. Nenhum dos dois é sujidade a sério e sai com um pano, mas convém saber qual dos dois te incomoda mais antes de escolher.

Onde usamos, e onde não

Usamos o acabamento preto mate em ferragens de liga de zinco na linha Tactical (Feito pela Squffy). O material por baixo é o mesmo das outras linhas.

Não o usamos nas chapas de identificação nem nos pins, que são de aço inoxidável banhado a ouro de 18K num único acabamento, e não o aplicamos ao mosquetão da trela por razões diferentes das que se pensa: é uma peça com partes móveis, e uma camada numa superfície que desliza contra outra é a camada que se gasta primeiro.

Cuidado, e o que evitar

Pano seco. Se estiver sujo, pano húmido e depois seco.

Evita produtos de polir metais, palha de aço e pasta abrasiva: qualquer um deles remove a camada em segundos, e uma vez removida não há maneira de a repor em casa. E não te vamos prometer que o acabamento fica igual para sempre, porque uma camada numa peça que trabalha todos os dias não fica.

Perguntas frequentes

O revestimento em pó impede a liga de zinco de oxidar?
Enquanto estiver inteiro, sim, porque a liga não fica em contacto com o ar nem com a humidade. Assim que ceder numa aresta, a humidade tem caminho nesse ponto e a oxidação superficial acontece ali. É proteção real e não é definitiva.
É o mesmo que pintura?
Não. Não há solvente a evaporar, o pó é aplicado por carga eletrostática e cura no forno, onde funde em contacto com o metal. Fica com espessura mais uniforme do que tinta e sem escorridos. Em Portugal o processo também se chama pintura eletrostática.
Por onde é que começa a gastar?
Pelas arestas: o bordo da fivela, o canto da argola, a zona onde a lingueta entra e sai. É onde a camada é mais fina e onde a peça bate. Aparece como um ponto claro de metal, que contrasta bastante com o preto.
Posso retocar com tinta preta?
Podes, esteticamente, mas não recuperas a proteção: uma tinta aplicada a frio não adere como uma resina curada no forno e sai com o uso. Se o aspeto te importa muito, é mais eficaz substituir a peça do que retocá-la.
O preto mate é mais resistente do que o dourado?
Não é mais resistente, é uma proteção diferente. O dourado acetinado não tem camada nenhuma, por isso não há nada para descascar e o desgaste é uniforme. O preto tem uma camada que protege até ceder, e depois cede num ponto concreto. Escolhe por como preferes que a peça mostre uso.
O acabamento preto torna o cão menos visível de noite?
A ferragem não é o que te faz ver um cão de noite, seja da cor que for. Se a visibilidade é uma preocupação, o que ajuda é uma fita clara ou um acessório refletor, e nós não fazemos refletores.
Como limpo as ferragens pretas?
Pano seco, ou pano húmido e depois seco se estiverem sujas. Nada de produtos de polir metais, palha de aço ou pasta abrasiva: qualquer um remove a camada em segundos e não há como a repor em casa.

Sobre este artigo

A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.

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Referências (5)
  1. [1]ASTM International (2019). ASTM D4060-19 Standard Test Method for Abrasion Resistance of Organic Coatings by the Taber Abraser. ASTM Standards.
  2. [2]ASTM International (2017). ASTM B117-19 Standard Practice for Operating Salt Spray (Fog) Apparatus. ASTM Standards.
  3. [3]Liu, Y., Yang, D., Zhang, Q. & Chen, Y. (2018). The effect of coating thickness on the corrosion resistance of polyester powder coatings. Progress in Organic Coatings, 115, 195-203.
  4. [4]Pietschmann, J. (2018). Industrial Powder Coating: Basics and Practice. Springer Vieweg.
  5. [5]ASTM International (2017). ASTM D3359-17 Standard Test Methods for Rating Adhesion by Tape Test. ASTM Standards.

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