Coleira de nylon: um material que ninguém em Portugal procura

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Definition
A fita de nylon é uma banda tecida apertada, sem elasticidade, com a resistência distribuída pelo entrelaçado e não pela espessura. Molha e seca sem ficar dura, aceita bordado que atravessa o tecido, e não pede manutenção. Em Portugal ninguém procura o material, nem nylon nem couro, o que faz dele uma linha de especificações e não um argumento.
Começamos por um resultado de pesquisa que nos surpreendeu. Em Portugal ninguém procura o material de uma coleira. Coleira nylon devolve zero, coleira de nylon zero, e o rival óbvio devolve o mesmo: coleira couro cão zero. Nos Países Baixos o couro ganha ao nylon por uma margem enorme e em França existe procura pelos dois. Aqui não existe procura por nenhum.
Isso é uma boa notícia para esta página, porque significa que não temos de ganhar um debate. Basta explicar o que temos.
O que é uma fita tecida
Não é um pedaço de tecido cortado às tiras. É uma banda tecida com a largura final já definida no tear, com fios de urdidura ao longo do comprimento e fios de trama a atravessá-los, e com as bordas fechadas na própria tecelagem.
A consequência é que a resistência vive no entrelaçado. Uma fita não é forte por ser espessa: é forte porque a carga se reparte por centenas de fios em paralelo, e porque as bordas não têm um corte por onde possa começar a desfiar.
Não tem praticamente elasticidade, o que num objeto de segurança é uma virtude: um cão que se atira não ganha meio metro de balanço.
Três coisas que o nylon faz e que interessam num cão
Molha e seca. Um cão que atravessa um ribeiro em janeiro e outro que nada no mar em agosto passam pela mesma coisa, e a fita volta ao estado anterior sem ficar rígida nem retorcida. É a diferença mais visível em relação a materiais naturais.
Aceita bordado. A agulha atravessa o entrelaçado e a linha fica alojada dentro dele, sem camada nenhuma assente por cima. É por isso que podemos coser um nome numa banda de vinte milímetros e não temos de o imprimir.
E não pede manutenção. Nada de óleos, nada de ceras, nada de produtos. Água tépida e sabão neutro quando estiver sujo.
O que o sol português faz
Desvanece a cor. Não vamos escrever o contrário num país com esta quantidade de luz: a radiação ultravioleta atua sobre pigmentos tecidos e, ao longo de vários verões, o tom muda. Nas cores escuras nota-se menos e nos vermelhos nota-se antes, porque os pigmentos vermelhos são os que menos resistem.
A medida que faz diferença é banal: quando a coleira não está no cão, não a deixes pendurada num alpendre virado a sul. Uma gaveta é suficiente.
A areia é o inimigo silencioso
Este é o ponto que quase nenhuma página sobre materiais escreve e que na costa portuguesa é o que mais gasta uma fita. A areia entra entre os fios e fica retida. Depois cada passo do cão dobra a fita, e cada dobra move grãos duros contra fios têxteis. A água salgada por si faz pouco; a areia que ela deixou lá dentro é uma lima.
Por isso a única coisa nesta página que muda de facto a duração da peça é passá-la por água doce depois da praia, abrindo o entrelaçado com os dedos, e deixá-la secar à sombra. Nunca no radiador nem ao sol direto.
O couro, respondido honestamente
Não fazemos coleiras de couro. Em Portugal ninguém as procura, mas há gente que as prefere e merece uma resposta em vez de silêncio.
O couro tem uma queda concreta neste clima: não gosta da combinação de encharcar e secar depressa. Uma peça que se molha com frequência e depois seca ao calor fica dura e acaba por rachar nos pontos onde tem furos. Contra isso, um bom couro envelhece de uma maneira que o nylon não envelhece, e a estética é diferente.
Se é a espessura e o aspeto de uma peça de coureiro que queres, não somos a loja certa e é melhor dizê-lo já.
As três linhas não usam a mesma fita
Convém não generalizar. A Classic e a Puppy partilham o mesmo entrelaçado de nylon. A fita da Tactical (Feito pela Squffy) é diferente, com outra construção, e é por isso que as fotografias das cores não se podem trocar entre linhas e que uma cor não fica exatamente igual nas duas.
Também não é verdade que uma fita mais larga seja a mesma fita esticada. Uma banda de 38 mm é tecida com mais fios e não com fios maiores, e é por isso que a largura muda a distribuição da força sem mudar a flexibilidade. A escolha da largura é tratada na página sobre onde fica a força.
Fim de vida
Estamos a trabalhar num programa de recolha de coleiras usadas para reaproveitar ferragens. Ainda não está a funcionar, e preferimos dizer isso a anunciar um serviço que não existe.
Até estar, a separação é simples: corta a fita junto às ferragens com uma tesoura, as peças de liga de zinco vão para a recolha de metais e a fita vai para o lixo indiferenciado, porque uma banda tecida com costuras não entra em nenhum circuito de têxteis.
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| S | 24-35 cm | 20 mm |
| M | 32,5-52,5 cm | 20 mm |
| L | 38-61 cm | 25 mm |
| XL | 44-73 cm | 25 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| M | 37-47 cm | 25 mm |
| L | 45,5-61 cm | 38 mm |
| XL | 54,5-79 cm | 38 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| XS | 21,5-31,5 cm | 15 mm |
| S | 26-41 cm | 15 mm |
Perguntas frequentes
7 perguntasO nylon é resistente o suficiente para um cão grande?
A cor vai perder intensidade?
Como se lava?
E depois da praia?
Porque é que não fazem couro?
As três linhas usam a mesma fita?
O nylon irrita a pele do cão?
Sobre este artigo
A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.
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Referências (5)
- [1]Kohan, M. I. (1995). Nylon Plastics Handbook. Hanser/Gardner Publications.
- [2]Adanur, S. (1995). Wellington Sears Handbook of Industrial Textiles. Technomic Publishing.
- [3]Pauer, K. & Hellmann, P. (2018). Pressure distribution of dog collars and harnesses on the canine cervical region. Veterinary Record Open, 5(1).
- [4]Hutchinson, J. (2020). UV degradation behavior of polyamide 6,6 webbing under accelerated weathering. Polymer Testing, 84.
- [5]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7), e52.
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