Saltar para o conteúdo
Envio grátis a partir de 60,00 €
Squffy

A liga de zinco oxida? Sim, e vale a pena saber como

Uma argola em D de liga de zinco com acabamento dourado numa coleira Squffy Classic para cão Cognac Brown, levantada contra a luz suave da janela

Última atualização:

Definition

A liga de zinco não enferruja como o ferro, porque não tem ferro dentro, e também não ganha pátina como o latão: não vai mudando de tom. Oxida à superfície, e o que se vê é perda de brilho mais marcas de sal seco nos cantos onde a água fica retida. Num ar salgado acontece mais depressa. Um pano seco no mesmo dia é a diferença.

De todas as perguntas que os portugueses escrevem no Google sobre materiais, a que aparece com mais força no nosso mundo é esta. Liga de zinco oxida tem cerca de duzentas pesquisas por mês e é um tópico por direito próprio, com liga de zinco e liga de zinco escurece a resolverem para ele. São perto de quatrocentas pesquisas mensais a fazer a mesma pergunta.

É uma pergunta boa e não vamos dar-lhe a volta.

A resposta curta

Sim, oxida. Não enferruja, o que é uma coisa diferente e vale a pena separar.

Ferrugem é o que acontece ao ferro: um óxido laranja, poroso, que continua a comer o metal por baixo e acaba por o furar. A liga de zinco não tem ferro na composição, por isso essa reação não lhe pode acontecer.

O que lhe acontece é uma oxidação superficial. Forma-se uma camada muito fina de óxido de zinco, e essa camada é na verdade protetora: fica ali e trava a progressão. O efeito visível é o metal ficar menos vivo e mais mate.

Vale a pena separar isto de pátina, porque são coisas diferentes e é a confusão mais comum. O latão sem revestimento ganha pátina: a superfície oxida e o metal vai mudando para um tom mais fundo e mais quente ao longo de uma estação. A liga de zinco não faz isso. Não muda de tom, perde vivacidade.

Como se comporta na costa portuguesa

Aqui a resposta genérica não serve, porque o país tem uma costa atlântica de ponta a ponta e as praias que aceitam cães enchem-se meio ano.

O cloreto de sódio da água do mar acelera qualquer reação de oxidação, e não só na água: o ar da orla marítima transporta sal suficiente para o fazer. Um cão que nada em Carcavelos ou na Costa Nova todas as semanas tem ferragens num ambiente mais agressivo do que um cão que anda no Marvão.

O que se nota primeiro são marcas de sal seco junto às arestas da fivela, onde a peça tem uma dobra e a água fica retida por capilaridade. Saem com um pano húmido. Depois, com bastante tempo, o brilho geral fica menos vivo.

A única coisa que muda isto de verdade

Um pano seco, no mesmo dia. Não é um conselho de manutenção decorativo: o que faz o dano não é o contacto com a água salgada, é a água salgada ficar lá horas a evaporar e a deixar sal concentrado no metal.

Passar as ferragens por água doce e secá-las com um pano é trinta segundos, não precisa de produto nenhum, e faz mais do que qualquer escolha de acabamento. Não uses produtos de polir metais: nas ferragens acetinadas apagam o grão do acabamento, e nas peças com camada de cor removem a camada.

Porque é que escolhemos este material

Escolhemos por duas razões e nenhuma delas é o preço.

A primeira é a fundição injetada. A liga de zinco funde a uma temperatura relativamente baixa e enche moldes com precisão, o que quer dizer que a fivela da tua coleira tem exatamente a mesma forma e o mesmo peso que a de todas as outras que saíram naquela semana. Isso é chato de dizer e é a diferença entre ferragens em que não pensas e ferragens que dão problema.

A segunda é a ausência de ferro. Uma coleira vive num sítio molhado e não queres uma peça que possa formar ferrugem contra o pelo de um animal.

Em Portugal a palavra que se ouve numa oficina para este material é outra, e há bastante gente a procurá-la. Nós dizemos liga de zinco em todas as páginas, para que a loja e o conteúdo digam o mesmo, e é a designação correta.

O que não usamos, e onde há mesmo aço

Não usamos latão nas ferragens. O latão é uma liga de cobre e forma azinhavre, aquele esverdeado que se vê em ferragens antigas de porta, o que num objeto que toca a pele de um cão não é o que queremos.

Também não usamos aço nas coleiras nem nas trelas. Onde há aço inoxidável é nas chapas de identificação, que são de inoxidável com banho de ouro de 18K, e a razão é a função: uma chapa é gravada e pendurada, não recebe tração, e o inoxidável aguenta bem a água salgada.

Onde a liga de zinco cede primeiro

Vale a pena dizer o que é o limite dela, porque nenhum material é bom em tudo. A liga de zinco é mais frágil ao impacto do que o aço: uma peça que caia de altura numa aresta pode lascar em vez de amolgar. Nas ferragens de uma coleira isso quase não acontece, porque estão presas a uma fita que absorve o embate, mas é o compromisso real do material.

A resistência é resolvida por dimensionamento e não por metal exótico: a fivela de abertura rápida das nossas coleiras é ensaiada a 360 kg, que é a distância a que a peça trabalha do seu limite e não uma previsão sobre o teu cão. Na trela Tactical (Feito pela Squffy) o mosquetão é ensaiado a 907 kg.

O que não te vamos prometer

Não vamos escrever que as nossas ferragens ficam iguais para sempre. Um metal que passa dois verões ao sol e no sal muda de aspeto, e uma promessa dessas seria a frase menos credível da página.

O que te podemos dizer é o mecanismo, o que o acelera, e o que o atrasa em trinta segundos por semana. Com isso decides tu se é o material que queres.

360 kg / 907 kg: Especificação Squffy. Norma de ensaio e relatório laboratorial ainda não publicados.

Perguntas frequentes

A liga de zinco enferruja?
Não pode enferrujar, porque não tem ferro. Ferrugem é o óxido laranja do ferro e é uma reação que continua a comer o metal. O que a liga de zinco faz é oxidar à superfície, formando uma camada fina e protetora, e não ganha pátina como o latão: o que se vê é perda de brilho e não uma mudança de tom.
Porque é que as minhas ferragens escureceram?
Quase sempre o metal não mudou de cor: é sal seco ou depósito de água nas dobras e nas arestas da fivela, e sai com um pano húmido. A liga de zinco oxida à superfície e perde vivacidade com o tempo, mas não vai mudando de tom como o latão. Se as marcas não saírem com um pano, manda-nos uma fotografia.
Posso polir para recuperar o brilho?
Não recomendamos. Nas ferragens acetinadas um produto de polir apaga o grão fino que faz o acabamento funcionar e passas a ter uma peça brilhante que mostra cada risco. Nas peças com camada de cor, o produto remove a camada. Um pano seco é o cuidado certo.
O mar estraga as ferragens?
Estraga se o sal ficar lá. O contacto com a água não é o problema, é a evaporação: fica sal concentrado no metal e nas dobras durante horas. Passar por água doce e secar no mesmo dia resolve quase tudo.
Porque é que não usam aço inoxidável nas coleiras?
Porque a peça é fundida em molde e a liga de zinco enche moldes com precisão a temperaturas baixas, o que dá consistência de peça para peça. Onde o inoxidável é a escolha certa é nas chapas de identificação, que são gravadas e não recebem tração.
E latão?
Não usamos. O latão é uma liga de cobre e forma azinhavre, aquele esverdeado das ferragens antigas, o que não é o que queremos num objeto encostado à pele de um animal todos os dias.
A liga de zinco é forte o suficiente para um cão grande?
É, e a resistência resolve-se por dimensionamento e não por metal exótico. A fivela de abertura rápida das nossas coleiras é ensaiada a 360 kg, valor que existe como margem: a fita, a costura e a tua mão cedem muito antes da fivela.

Sobre este artigo

Para a Sophie, a vida é aventura com o cão ao lado. Gosta de escrever sobre escapadinhas de fim de semana, trilhos bonitos, cafés que aceitam cães e viagens com animais. Os seus artigos têm uma energia de ar livre que dá

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Sophie Visser, Aventura e viagens · Utrecht. Supervisão editorial: Anna de Jong.

Padrões editoriaisPolítica de uso de IA

Última revisão:

Referências (4)
  1. [1]Olivry, T., & Mueller, R. S. (2019). Critically appraised topic on adverse food reactions of companion animals: Common food allergen sources. BMC Veterinary Research, 15, 140.
  2. [2]Davis, J. R. (Ed.). (2001). ASM Specialty Handbook: Copper and Copper Alloys. ASM International.
  3. [3]Thyssen, J. P., & Menné, T. (2010). Metal allergy: a review on exposures, penetration, genetics, prevalence, and clinical implications. Chemical Research in Toxicology, 23(2), 309-318.
  4. [4]Favrot, C., Linek, M., Mueller, R., & Zini, E. (2016). Development of a questionnaire to assess the impact of atopic dermatitis on the quality of life of affected dogs and their owners. Veterinary Dermatology, 21(1), 63-69.

Encontrou um erro? Entre em contacto connosco

Artigos relacionados

Inscreva-se na nossa newsletter-10%