Fita reforçada: o que reforçar quer dizer numa banda tecida

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Definition
Reforçar uma fita não é engrossá-la. É aumentar o número de fios que partilham a carga e fechar as extremidades com costura em vez de com um corte, de forma a que a força não encontre um ponto único por onde começar. A resistência de uma banda tecida vive no entrelaçado e nas costuras, nunca na espessura.
Nenhuma palavra desta página tem procura em Portugal. Fita reforçada tem dez pesquisas por mês, fita nylon para coleira devolve zero e coleira resistente não aparece no índice. Portugal não compra resistência como conceito.
Escrevemos porque há uma pergunta por baixo desta que Portugal faz muito, e vale a pena chegar lá pelo caminho certo.
O que reforçar significa, e o que não significa
Não significa mais espessura. Uma banda tecida não é forte por ser grossa: é forte porque a carga se reparte por centenas de fios de urdidura em paralelo. Duplicar a espessura de uma fita torna-a rígida e desconfortável e não muda muito a carga de rutura.
Reforçar significa três coisas concretas.
Mais fios a partilhar a mesma carga, que é o que uma banda mais larga faz: 38 mm não é uma fita de 20 mm esticada, é uma fita tecida com mais fios.
Um entrelaçado mais fechado, com a trama mais apertada, o que dá uma banda que não se deforma tanto sob tensão. É a diferença entre a fita da Tactical e a das outras duas linhas, que partilham um entrelaçado entre si.
E extremidades fechadas na tecelagem, não cortadas. Uma fita cortada tem fios livres na borda e é por aí que qualquer têxtil começa a desfazer-se.
Onde uma coleira cede de facto
Esta é a informação útil, e não é o material.
Cede na costura. Sempre. Uma coleira é uma fita dobrada e cosida em volta de uma argola e de uma fivela, e a força concentra-se onde a fita muda de direção. É por isso que essas zonas levam costura de retorno em vez de uma passagem simples: a linha faz o caminho várias vezes, de forma a que nenhuma passagem individual leve a carga toda.
Depois cede no ponto onde a fita atravessa a fivela, por atrito e não por tração: a banda passa por uma abertura metálica e trabalha contra ela em cada movimento do cão.
A fita a meio do comprimento, longe de tudo, é a parte que praticamente nunca falha. Ninguém rompe uma coleira ao meio.
E o que a acelera
Areia entre os fios. Numa costa como a portuguesa isto é a causa principal de desgaste de qualquer banda tecida: os grãos entram no entrelaçado, ficam retidos, e cada dobra do passo do cão move partículas duras contra fios têxteis. Água doce depois da praia faz mais pela peça do que qualquer escolha de construção.
A pergunta que está por baixo
Quem chega a uma página sobre fita reforçada quase sempre tem um cão que puxa. E em Portugal essa pergunta tem uma resposta clara que não vem de nós: o Ahrefs atribui às pesquisas por trela o tópico pai peitoral, e às pesquisas por peitoral o tópico pai trelas para cães. Cada um é o pai do outro, o que quer dizer que o motor de busca trata os dois como o mesmo problema.
A resposta honesta é que reforçar a fita muda o que a coleira aguenta e não muda nada do que o cão faz. Um cão que se atira todos os dias precisa de treino, e enquanto isso não acontecer é um peitoral que tira a tração do pescoço. Não fazemos peitorais.
O cão que justifica isto de verdade
Há cães em Portugal para quem a construção conta, e não são os que puxam: são os que pesam. Um rafeiro alentejano, um cão de castro laboreiro ou um cão da serra da estrela adulto são animais criados para trabalhar sozinhos contra predadores, e a massa deles aparece na fita sempre que decidem mudar de direção.
Nesses casos o que interessa é a área de pescoço a receber a força e a qualidade das costuras nos dois extremos. É por isso que a linha para eles é mais larga e mais densa, e não porque tenha um nome mais sério.
O que não te vamos dizer
Não te vamos dar um número de pontos por costura nem uma carga de rutura para a fita. As páginas em inglês do nosso próprio site contradizem-se sobre contagens de pontos por um fator de quatro, o que é a melhor prova de que esses números não deviam estar lá.
Onde temos ensaios, dizemos: a fivela de abertura rápida está ensaiada a 360 kg. O mosquetão da trela Tactical está ensaiado a 907 kg. Os dois valores descrevem a folga com que a peça trabalha e nenhum deles diz nada sobre o teu cão.
Como avaliar uma fita com a peça na mão
Olha para os extremos e não para o meio. Procura costura em cruz ou em retângulo nas zonas onde a fita dobra em volta da argola e da fivela; uma passagem simples é o sinal a evitar. Passa o dedo pela borda: se sentires fios soltos, aquela borda foi cortada. E dobra a fita ao meio: uma banda densa resiste à dobra e volta a assentar, uma banda solta fica com um vinco.
Perguntas frequentes
7 perguntasUma fita reforçada é mais grossa?
Onde é que uma coleira cede primeiro?
Uma fita mais reforçada ajuda um cão que puxa?
As três linhas usam a mesma fita?
Quantos pontos leva a costura?
Como avalio uma fita numa loja?
O que gasta mais depressa uma fita, em Portugal?
Sobre este artigo
A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.
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Referências (4)
- [1]ASTM International (2020). Standard Test Method for Breaking Strength and Elongation of Textile Fabrics (Strip Method). ASTM D5034.
- [2]Pauli, A.M., Bentley, E., Diehl, K.A., & Miller, P.E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
- [3]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7).
- [4]Hearle, J.W.S., Lomas, B., & Cooke, W.D. (1998). Atlas of Fibre Fracture and Damage to Textiles (2nd ed.). Woodhead Publishing.
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