Coleira Tactical: para que serve, e para que não serve

Última atualização:
Definition
A Tactical é a nossa linha para cães pesados: fita mais larga, 25 mm no tamanho M e 38 mm (L/XL; M: 25 mm) em L e XL, num entrelaçado diferente do das outras linhas, com uma pega de controlo cosida junto à fivela. Não é equipamento legal para nenhuma raça, não aceita pins para cão, e não é um tratamento.
Se procurares coleira tática em Portugal, encontras dez pesquisas por mês. Resistente, indestrutível, militar: nada. Este vocabulário simplesmente não vende cá, e isso é útil, porque significa que podemos falar do cão em vez de falar do estilo.
O cão de que estamos a falar é aquele que Portugal tem em maior número entre os grandes: um cão de gado. O cão da serra da estrela é a raça mais procurada do país, com cerca de dez mil pesquisas por mês, seguido do rafeiro alentejano e do cão de castro laboreiro. São animais de trinta a sessenta quilos criados para trabalhar longe de casa e sem instruções.
O que muda numa coleira para esse cão
Três coisas, e nenhuma é decorativa.
A largura. Nos tamanhos L e XL a fita tem 38 mm (L/XL; M: 25 mm), contra os 20 mm ou 25 mm da Classic. A mesma força reparte-se por quase o dobro da área de pescoço, o que se traduz em menos pressão no mesmo puxão.
O entrelaçado. A fita da Tactical (Feito pela Squffy) é tecida de outra forma e não é a mesma da Classic e da Puppy, que partilham uma entre si. É uma banda mais densa, mais firme na mão e menos flexível.
A pega. Junto à fivela há uma alça cosida por onde se segura o cão com a mão a poucos centímetros do pescoço dele. Serve para dois segundos, não para passear.
Três coisas que a Tactical não é
Não é equipamento legal
Uma coleira robusta com pega parece equipamento sério e não satisfaz nenhuma exigência legal portuguesa. Se o teu cão pertence a uma raça classificada, o que a lei pede é outra categoria de objetos, que não fabricamos, e há uma nota específica sobre o comprimento da nossa trela na página sobre raças e força. Lê-a antes de comprar.
Não aceita pins para cão
A Classic é a única linha em que os pins encaixam. Os ilhós que eles atravessam são abertos na produção e só existem lá, o que quer dizer que não é uma opção que se acrescente depois nem numa coleira que já tenhas. Se a ideia era o nome do cão mais pins, a escolha inverte-se e a conversa sobre largura acaba aqui.
Não é um tratamento
Vale a pena dizê-lo porque em Portugal a maior parte de quem procura uma coleira está à procura de produto de farmácia veterinária e não de uma banda para passear. A nossa é uma fita tecida, não leva nada dentro e não faz o trabalho daquela que o teu médico veterinário indicou.
E não resolve o puxar
A pergunta portuguesa mais valiosa sobre coleiras é qual serve para um cão que puxa muito, e a resposta honesta não é esta linha nem nenhuma outra. Uma banda de 38 mm (L/XL; M: 25 mm) reparte um puxão por mais pescoço; o puxão continua a existir e continua a ser dado pelas mesmas razões.
Para um cão que se atira à trela todos os dias, o que tira a tração do pescoço é um peitoral, que não fazemos, e o que resolve o problema é treino.
Quando é que a Tactical é a escolha certa, então
Quando o cão pesa muito e a coleira precisa de distribuir força de vez em quando, mesmo com boas maneiras. Um castro laboreiro de trinta e cinco quilos que anda descontraído continua a ser trinta e cinco quilos quando um javali cruza um caminho no Gerês.
E quando os dois segundos da pega importam com frequência: um elevador estreito, a porta do veterinário, a passagem de um portão, o momento em que o cão sai da água numa praia que aceita cães e se sacode ao lado de um desconhecido.
Quando não é
Num cão de menos de vinte quilos, 38 mm (L/XL; M: 25 mm) não acompanha a curva da garganta. A fita levanta, encosta no ângulo do maxilar e passa a incomodar sem dar vantagem nenhuma. Nesse caso a Classic é melhor coleira, não é uma versão mais fraca.
E num cachorro é a Puppy, com 15 mm, até o pescoço passar dos 32 cm.
Os números, e o que valem
A fivela de abertura rápida é ensaiada a 360 kg e é exatamente a mesma peça que fecha a Classic. Não é o fecho que distingue as linhas.
Se procuras o valor de 907 kg, esse pertence ao mosquetão da trela Tactical e não a uma coleira. Os dois números descrevem folga de construção: dizem a que distância a peça trabalha do seu limite, e não o que um animal consegue exercer.
Ferragens e acabamento
Liga de zinco, como nas restantes linhas, com acabamento preto mate obtido por revestimento em pó. Enquanto a camada estiver íntegra protege a liga do ar e da humidade; onde ceder, numa aresta, aparece o metal claro por baixo.
Se o cão anda no mar, o que faz diferença é passar por água doce e secar no mesmo dia. Não te vamos prometer que o preto fica igual ao longo dos anos.
360 kg / 907 kg: Especificação Squffy. Norma de ensaio e relatório laboratorial ainda não publicados.
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| S | 24-35 cm | 20 mm |
| M | 32,5-52,5 cm | 20 mm |
| L | 38-61 cm | 25 mm |
| XL | 44-73 cm | 25 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| M | 37-47 cm | 25 mm |
| L | 45,5-61 cm | 38 mm |
| XL | 54,5-79 cm | 38 mm |
| Tamanho | Perímetro do pescoço | Largura da fita |
|---|---|---|
| XS | 21,5-31,5 cm | 15 mm |
| S | 26-41 cm | 15 mm |
Perguntas frequentes
7 perguntasA Tactical serve como equipamento obrigatório para uma raça listada?
Posso pôr pins numa Tactical?
É mais forte no fecho do que a Classic?
Serve para um cão que puxa muito?
O meu cão tem vinte quilos. Vale a pena?
A fita é a mesma das outras linhas?
O acabamento preto mate descasca?
Sobre este artigo
A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.
Última revisão:
Referências (4)
- [1]Pauli, A. M., Bentley, E., Diehl, K. A., & Miller, P. E. (2006). Effects of the application of neck pressure by a collar or harness on intraocular pressure in dogs. Journal of the American Animal Hospital Association, 42(3), 207-211.
- [2]Carter, A., McNally, D., & Roshier, A. (2020). Canine collars: an investigation of collar type and the forces applied to a simulated neck model. Veterinary Record, 187(7), e52.
- [3]Hunter, A., Blake, S., & Ferro de Godoy, R. (2019). Pressure and force on the canine neck when exercised using a collar and leash. Veterinary and Animal Science, 8, 100082.
- [4]Grainger, J., Wills, A. P., & Montrose, V. T. (2016). The behavioral effects of walking on a collar and harness in domestic dogs. Journal of Veterinary Behavior, 14, 60-64.
Artigos relacionados

Peitoral ou coleira: para que serve cada um, na verdade
Um olhar honesto sobre aquilo em que um peitoral é realmente melhor, aquilo em que uma coleira é melhor, e como decidir, escrito por um estúdio que só faz um dos dois.

O mosquetão da trela: não é um fecho de sapo
Como se chama esta peça em português, porque é que fecho de sapo é um erro de tradução, o que duas linguetas fazem que uma não faz, e porque é que os 907 kg pertencem à trela e nunca à coleira.

Fita reforçada: o que reforçar quer dizer numa banda tecida
Onde é que uma coleira realmente cede, porque é que a costura decide mais do que o material, e a resposta honesta à pergunta que está por baixo desta.

A pega de controlo é para dois segundos, não para o passeio
Onde é que uma pega faz diferença numa cidade portuguesa, porque é que segurar por ela durante um passeio é má ideia, e em que linha existe.

A fivela de uma coleira, explicada com o cinto do carro
O que uma fivela de duas fases faz que uma de plástico não faz, o que o número de 360 kg significa, e porque é que em Portugal a palavra fivela quase nunca é sobre cães.


