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Squffy

Bordar um nome numa fita não é bordar numa bata

Grande plano extremo de uma coleira Squffy a meio do bordado na máquina de bordar, com a agulha a descer sobre a fita de nylon

Última atualização:

Definition

Bordar à máquina numa fita de nylon tem uma dificuldade que bordar em roupa não tem: a banda não estica, tem poucos milímetros entre as duas bordas cosidas, e não se pode furar em excesso sem enfraquecer o entrelaçado. É por isso que o desenho da letra é cheio, o nome é curto e a agulha entra menos vezes.

Bordar um nome não é coisa nova para nenhum português. Cerca de cento e oitenta pesquisas por mês são exactamente isso: bordar nome, bordar nome em roupa, onde bordar nome em roupa, nome bordado para farda, nome bordado para bata. Quase todos nós tivemos o nosso nome cosido no bolso de uma bata de escola.

Essa é a melhor referência que existe para explicar o que fazemos, e também a melhor para explicar o que é diferente.

Uma bata tem folga, uma fita não

O tecido de uma bata é macio e tem elasticidade. Prende-se num bastidor, estica-se ligeiramente, e a agulha pode entrar quantas vezes quiser: o tecido acomoda a linha e depois relaxa.

Uma fita de coleira é o oposto. É uma banda tecida apertada, sem elasticidade nenhuma, com fios de urdidura ao longo do comprimento a suportar toda a carga da peça. As bordas estão cosidas a poucos milímetros de onde as letras vão ficar.

Isso impõe três restrições, e são elas que decidem tudo o que vem a seguir.

A primeira: a agulha não pode entrar demasiadas vezes

Cada picada corta ou desloca fios. Numa peça decorativa isso não tem importância. Numa peça que segura um animal, furar em excesso a mesma zona enfraquece precisamente a parte que tem de aguentar. Por isso o desenho é feito com o mínimo de entradas de agulha que dá uma letra sólida, e não com o máximo que daria um acabamento mais rico.

A segunda: a altura da letra é o que sobra

Entre as duas bordas cosidas de uma banda há uma faixa útil, e é dentro dela que a letra tem de assentar por completo. Numa fita estreita essa faixa é pequena, e é por isso que o número de caracteres é limitado a dez: não é uma regra de loja, é o que caibe numa linha legível a três metros.

A terceira: a fita não avança sozinha

Numa máquina de bordar doméstica, e há bastante gente em Portugal a comprá-las, o material é preso num bastidor plano. Uma banda estreita não se prende bem num bastidor plano: escorrega, torce, e uma torção de um grau a meio de um nome faz a última letra sair inclinada. O que resolve isso é fixação própria para banda, e é a parte do processo que ninguém vê e que decide se o nome está direito.

Como é que a linha fica presa

A agulha atravessa o entrelaçado, a linha de cima entrelaça com uma linha de baixo, e o nó fica dentro da espessura da banda. Não há camada nenhuma assente sobre o tecido, o que é a diferença estrutural em relação a qualquer coisa impressa ou transferida: uma camada tem uma borda por onde pode começar a levantar, e um nó dentro do tecido não tem borda nenhuma.

Nas extremidades a máquina remata em vez de cortar rente, para que não fique um fio livre por onde alguma coisa possa pegar.

A comparação honesta com o bordado português à mão

Este país tem tradições de bordado com nome próprio, e todas elas são trabalho de mão. Aqui não há mãos: há um cabeçote que segue coordenadas e uma fita que avança em passos programados. A técnica pertence à mesma família e a execução não tem nada a ver, e é uma distinção que vale a pena fazer em vez de a deixar por dizer.

O que temos em comum com essas tradições é uma coisa só, e é estrutural: o fio passa a fazer parte do tecido. Não fica sobre ele. É por isso que uma letra bordada resiste ao que qualquer camada aplicada não resiste, e é a única semelhança que reclamamos.

Quantas cores, e como se decide

A máquina pode mudar de linha entre letras, o que permite um nome numa cor só ou uma cor por letra. Isto é uma escolha estética e não técnica, e a única coisa a saber é que o contraste com a fita continua a mandar: uma letra numa cor demasiado próxima do fundo desaparece, mesmo que as vizinhas se leiam bem.

O que não conseguimos fazer

Não fazemos degradés nem detalhe abaixo de um certo tamanho. O limite é o próprio fio: ele tem a espessura que tem, e nenhuma programação o faz mais fino. Fotografias e ilustrações com muitas cores pequenas estão fora do alcance da técnica.

E não bordamos acentos nem cedilha. A máquina trabalha sem os sinais, o que num nome português tem consequências que valem uma página própria: há palavras que mudam ao perder a cedilha.

Onde é que isto acontece

No nosso estúdio, depois de encomendares, sobre uma fita cortada ao meio centímetro que indicaste. Antes disso a peça não existe, e é a razão pela qual leva dias e não minutos.

Perguntas frequentes

É o mesmo processo que bordar um nome numa bata?
É a mesma família de técnica e um material completamente diferente. Uma bata é macia, tem folga e prende-se num bastidor plano; uma fita de coleira não estica, tem poucos milímetros úteis entre as bordas cosidas e escorrega num bastidor plano. Isso muda o desenho da letra e o número de caracteres.
Porque é que o nome tem de ser curto?
Porque a letra tem de assentar por completo na faixa útil entre as duas bordas cosidas e ser legível a três metros. Dez caracteres é o que caibe nessa faixa, e não uma regra de loja.
O bordado enfraquece a fita?
Cada picada desloca fios, e é precisamente por isso que o desenho é feito com o mínimo de entradas de agulha que dá uma letra sólida, em vez do máximo que daria um acabamento mais rico. Numa peça que segura um animal, furar em excesso a mesma zona é a decisão errada.
É bordado à mão?
Não, é feito por máquina, com um cabeçote que segue coordenadas e uma fita que avança em passos programados. As tradições portuguesas de bordado são trabalho de mão, com repertórios e certificações próprios. Mesma família de técnica, execuções sem nada em comum.
Podem bordar uma imagem?
Não. O limite é a espessura do próprio fio, que nenhuma programação torna mais fino, por isso não há degradés nem detalhe abaixo desse tamanho. Bordamos texto.
Podem bordar acentos e cedilha?
Não. A máquina trabalha sem os sinais, e num nome português isso às vezes muda a palavra, não só a acentuação. Vale a pena ler a página sobre acentos antes de escolher o nome, e a chapa é onde a grafia correta sobrevive.
Pode ser mais do que uma cor?
Pode: uma cor para o nome todo ou uma cor por letra. É uma escolha estética e não técnica. O que continua a decidir a legibilidade é o contraste com a fita, por isso uma letra numa cor próxima do fundo desaparece mesmo que as vizinhas se leiam bem.

Sobre este artigo

A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.

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Referências (5)
  1. [1]Fairgrieve, J. (2008). Modern Embroidery Mechanisms. Woodhead Publishing.
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  5. [5]Madeira Garnfabrik (2021). Polyneon 40 Technical Data Sheet: UV and Wash Fastness.

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