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Squffy

Que letra escolher para o nome numa banda estreita

Quatro coleiras Squffy para cão deitadas em fila, cada uma bordada com o nome Bowie num tipo de letra diferente

Última atualização:

Definition

A letra que fica bem numa coleira decide-se por três coisas: a largura da fita, o comprimento do nome e a distância a que alguém o vai ler. Uma letra com traço uniforme sobrevive a uma banda estreita; uma letra com contrastes finos e grossos perde os finos. Vê sempre o nome na pré-visualização antes de encomendar.

Em Portugal ninguém procura tipos de letra para bordado. As expressões possíveis, letra bordada e fonte de bordado, não devolvem nada; a que devolve algum volume, letras para bordar, tem como tópico pai alfabetos para bordar à mão, ou seja gente à procura de moldes para copiar. E tipo de letra, com bastante volume, pertence a geradores de letras para redes sociais.

Por isso esta página não te apresenta um catálogo. Explica a decisão que estás realmente a tomar, que é qual das letras aguenta o teu nome no espaço que existe.

O que o espaço impõe

Uma letra bordada numa coleira tem de assentar por completo na faixa útil entre as duas bordas cosidas da fita. Numa banda de 15 mm essa faixa é pequena; numa de 38 mm é confortável. E o nome tem de se ler a três metros, que é a distância a que alguém repara nele.

Estas duas condições eliminam metade das opções antes de olhares para elas, e é por isso que a pergunta útil não é qual gostas mais, mas qual sobrevive.

Os três critérios, por ordem de importância

Uniformidade do traço

Uma letra em que todas as partes têm a mesma espessura reproduz-se bem em fio. Uma letra com contrastes marcados, em que os traços verticais são grossos e os horizontais muito finos, perde os finos: o fio tem uma espessura mínima e abaixo dela não há como desenhar. O resultado é uma letra que parece meio comida.

Quanto mais estreita for a fita, mais isto conta. Nos 15 mm da linha Puppy é praticamente decisivo.

Espaço interior das letras

Repara nos buracos: o interior do O, do A, do P, do e. Numa letra pequena e cheia esses espaços fecham-se e a palavra transforma-se numa mancha. Letras com aberturas generosas continuam a ler-se pequenas.

Esta é a razão técnica pela qual uma letra manuscrita, por bonita que seja na amostra, é o pior candidato numa banda estreita: as ligações entre letras fecham exactamente os espaços que precisas.

Largura total do nome

Este é o critério que as pessoas nunca antecipam. Dez caracteres não ocupam sempre a mesma largura de fita. Um nome de letras estreitas cabe com folga, e um nome com o mesmo número de letras largas atinge o limite de espaço antes do limite de caracteres. Quando isso acontece, a altura da letra é reduzida para o nome caber, e o nome passa a ler-se de menos longe.

É a razão pela qual dois nomes com dez caracteres podem ficar com tamanhos visivelmente diferentes na mesma coleira.

Os nomes portugueses tornam isto real

Não é um problema abstracto. Os favoritos formais em português são compridos: Sebastião, Bartolomeu, Guilhermina, Madalena, Salvador. O limite de dez caracteres já os apanha, e quando cabem por pouco cabem à custa de altura.

A saída é a que os próprios donos já usam em casa: o nome curto. Tião, Bastas, Mina, Leninha, Sal. Cabem, ficam altos, leem-se de longe, e é assim que a família trata o cão de qualquer maneira.

Do outro lado, os nomes portugueses curtos são bons candidatos a qualquer letra. Mel, Nica, Kika, Tejo, Bolota e Pipoca não põem pressão em nenhum dos três critérios.

Como decidir em dois minutos

Escreve o nome na pré-visualização e experimenta as letras disponíveis uma a uma. Não avalies pela amostra do alfabeto: avalia pelo teu nome, porque um nome com dois O e um M comporta-se de forma diferente de um nome com quatro I.

Depois afasta o ecrã e olha de longe. Se a partir de um metro e meio ainda percebes as letras, a três metros na rua vais percebê-las também. Se a essa distância já é uma mancha, escolhe outra letra ou encurta o nome.

E cruza com a cor. Uma letra fina numa cor próxima da fita é a combinação que falha, porque os dois problemas somam-se. Uma letra fina exige mais contraste, não menos.

Uma coisa que não vale a pena tentar

Não vale a pena escolher uma letra pensando que ela vai acomodar acentos ou cedilha. Nenhuma acomoda: a máquina borda sem sinais e isso não depende do desenho da letra. Num nome português com til ou cedilha, a decisão de que letra usar é a menos importante das que tens para tomar.

E a linha por letra

É possível bordar o nome numa cor só ou dar uma cor a cada letra. O segundo caso pede letras bem separadas: numa letra manuscrita, em que os traços se ligam, uma mudança de cor a meio de uma ligação fica confusa em vez de decorativa.

E o que fazemos com a letra depois de a escolheres

A letra que escolhes no construtor não vai para a máquina como um tipo de letra de computador. É convertida num caminho de agulha: uma sequência de coordenadas e de direções de ponto, ajustada à largura da fita que encomendaste.

Isso tem uma consequência que vale saber. A mesma letra na Puppy e na Tactical (Feito pela Squffy) não é literalmente o mesmo desenho: o preenchimento é ajustado à faixa útil disponível, e numa banda mais estreita há menos margem para curvas apertadas. É por isso que a pré-visualização mostra o nome na largura que escolheste e não numa largura genérica.

Classic
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
S24-35 cm20 mm
M32,5-52,5 cm20 mm
L38-61 cm25 mm
XL44-73 cm25 mm
Tactical
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
M37-47 cm25 mm
L45,5-61 cm38 mm
XL54,5-79 cm38 mm
Puppy
TamanhoPerímetro do pescoçoLargura da fita
XS21,5-31,5 cm15 mm
S26-41 cm15 mm

Perguntas frequentes

Qual é a melhor letra para uma coleira?
A que tem traço uniforme, aberturas generosas nas letras e não faz o teu nome ficar largo. Não há uma resposta universal: depende da largura da fita, do comprimento do nome e das letras que ele tem. Experimenta o teu nome na pré-visualização, não o alfabeto de amostra.
Uma letra manuscrita fica bem?
É o candidato mais difícil numa banda estreita, porque as ligações entre letras fecham os espaços interiores de que a legibilidade depende. Numa fita larga funciona melhor. Se gostares dela, testa-a com o teu nome e olha de longe antes de decidir.
Porque é que o meu nome ficou mais pequeno do que esperava?
Porque atingiu o limite de largura antes do limite de caracteres. Dez letras estreitas ocupam bem menos fita do que dez letras largas, e quando o nome não cabe a altura é reduzida para ele caber. É por isso que dois nomes de dez caracteres podem ficar com tamanhos diferentes.
O nome do meu cão é comprido. O que faço?
Borda o nome curto pelo qual o chamas em casa. Um Sebastião é o Tião, uma Guilhermina é a Mina. Cabem, ficam altos e leem-se de longe, e é assim que a família o trata de qualquer maneira. O nome completo cabe na chapa.
A letra afeta a durabilidade?
Indiretamente. Uma letra de traço muito largo obriga o fio a atravessar uma distância grande a descoberto, o que dá laçadas mais compridas e mais expostas. Uma letra de traço uniforme e moderado é a que dá menos motivos para alguma coisa pegar.
Que letra acomoda melhor acentos?
Nenhuma, e não vale a pena escolher por aí. A máquina borda sem sinais independentemente do desenho da letra. Num nome com til ou cedilha, a escolha da letra é a menos importante das decisões que tens para tomar.
Posso usar uma cor por letra?
Podes. Nesse caso escolhe uma letra com as letras bem separadas: numa manuscrita, em que os traços se ligam, uma mudança de cor a meio de uma ligação fica confusa em vez de decorativa.

Sobre este artigo

Para a Sophie, a vida é aventura com o cão ao lado. Gosta de escrever sobre escapadinhas de fim de semana, trilhos bonitos, cafés que aceitam cães e viagens com animais. Os seus artigos têm uma energia de ar livre que dá

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Sophie Visser, Aventura e viagens · Utrecht. Supervisão editorial: Anna de Jong.

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Referências (4)
  1. [1]Cheng, K., & Patel, B. (2019). Legibility of sans-serif and slab-serif typefaces at small point sizes on textile substrates. Journal of Visual Communication, 18(2), 134-148.
  2. [2]Larson, K., & Carter, M. A. (2016). Sizing and legibility for personalized pet identification: a study on embroidered tags and collars. Applied Ergonomics in Consumer Products, 47(4), 210-219.
  3. [3]van der Meer, J. (2020). Stitch density and thread durability in industrial computerised embroidery. Textile Research Journal, 90(11-12), 1325-1337.
  4. [4]Hyndman, S. (2015). Why Fonts Matter. Virgin Books.

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