Dez caracteres na fita, o resto na chapa

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Definition
A fita bordada aceita até dez caracteres e é onde vai o nome pelo qual chamas o cão. A chapa de identificação é gravada e é onde vai o teu número de telemóvel, que com o indicativo português nem caberia na fita. A divisão não é estética: é o espaço que cada superfície tem.
Escolher o nome de um cão é coisa séria em Portugal. Só as pesquisas por nomes para cães somam cerca de duas mil por mês, com listas por significado, por tamanho e em português. Depois de decidires, aparece a pergunta seguinte, que é muito menos discutida: onde é que esse nome fica escrito.
Há duas superfícies e cada uma tem um limite físico diferente. Vale a pena saber os dois antes de escreveres.
A fita: dez caracteres, e o motivo
O bordado vai na fita da coleira e aceita até dez caracteres. O limite não é uma regra comercial, é a largura da banda: as letras têm de assentar entre as duas bordas cosidas e ser legíveis a três metros, que é a distância a que alguém as vai ler.
Se escolheres pins para cão, ficas com oito, porque os pins ocupam espaço na mesma fita. E numa Classic de tamanho S com pins ficas com seis, que é o caso mais apertado de todos. Os pins para cão entram apenas na linha Classic, por isso na Puppy e na Tactical (Feito pela Squffy) a conta é sempre dez.
Nomes portugueses e a conta dos dez
Mel, Nica, Kika, Bolinha e Pipoca cabem sem discussão. Bartolomeu, Alfredo Augusto e Nossa Senhora do Cabo não cabem, e a solução não é encolher a letra. É bordar o nome pelo qual realmente chamas o cão à mesa, que quase sempre tem duas sílabas, e deixar o nome de registo para os papéis.
Se o nome levar cedilha, til ou acento, lê primeiro a nossa nota sobre acentos no bordado. A máquina borda sem os sinais, e num nome português isso às vezes muda a palavra.
A chapa: o número, e mais nada de essencial
A chapa de identificação é gravada no metal, à frente e, se quiseres, atrás. É aqui que vai o contacto.
E aqui há uma razão portuguesa muito concreta para a divisão. O teu telemóvel tem nove dígitos e, escrito para poder ser marcado por alguém de fora do país, leva +351 à frente: treze caracteres. Não há maneira de isso caber em dez. Por isso o número tem sempre de ir para a chapa, não por gosto, mas por aritmética.
À frente, o nome do cão. Atrás, o número. Se te sobrar espaço atrás, um segundo número de alguém de família vale mais do que qualquer outra informação, porque cobre o caso de estares num sítio sem rede.
O que não deves gravar
A morada, para começar. Quem encontra o teu cão não precisa de saber onde vives, e um telefone resolve o assunto mais depressa do que uma rua. Também não vale a pena gravar o número do chip: quem lê a chapa não tem onde o consultar, e quem tem onde o consultar já leu o chip.
Evita ainda escrever no metal qualquer coisa que descreva o cão como perigoso ou bravo. Em Portugal essas palavras têm um peso legal que não queres pendurado no pescoço do teu animal, e não protegem ninguém.
Como decidir em trinta segundos
Faz esta pergunta: quem vai ler isto, e a que distância. Se a resposta for uma pessoa a olhar para o cão de longe, a decidir se se aproxima, é a fita, e o que serve é um nome curto. Se for uma pessoa já com o cão ao lado a pegar no telemóvel, é a chapa, e o que serve é um número completo.
É por isso que a resposta habitual é as duas coisas, com trabalhos separados, e não uma escolha entre elas.
Bordar e gravar não são a mesma técnica
Vale a pena não trocar as palavras, porque descrevem processos diferentes. A fita é bordada: a linha atravessa o tecido e fica cosida nele, não impressa por cima. A chapa é gravada: o metal é retirado onde está o desenho da letra.
Uma consequência prática: na chapa mantemos maiúsculas e minúsculas como as escreveres, e o espaço é maior. Na fita trabalhamos em maiúsculas e o espaço é o que é. Se o nome tem uma grafia de que gostas muito, a chapa é o sítio onde ela sobrevive inteira.
As chapas são em aço inoxidável banhado a ouro de 18K, num só acabamento. As ferragens da coleira e da trela são de liga de zinco e não levam banho de ouro nenhum.
Um cão, duas superfícies, um plano
Se estás a comprar tudo de uma vez, esta é a ordem que faz sentido. Primeiro decide o nome curto, porque é ele que manda no bordado e não o contrário. Depois escolhe a linha e a cor da fita, porque a cor da linha do bordado só se decide contra o fundo em que vai assentar. Só no fim escolhes a forma da chapa, que é a peça em que tens mais liberdade, porque o metal não impõe limite de letras como a fita impõe.
Uma coisa que aprendemos a dizer cedo: não escrevas as duas superfícies como se fossem uma frase dividida em duas. Cada uma tem de funcionar sozinha, porque as duas raramente são lidas ao mesmo tempo. A pessoa vê o nome de longe e só pega na chapa quando já tem o cão pela coleira.
Perguntas frequentes
7 perguntasPosso pôr o nome e o número na coleira, sem chapa?
Quantos caracteres tenho, exatamente?
O nome do meu cão tem mais de dez letras. O que faço?
Vale a pena gravar as costas da chapa?
Posso escrever em minúsculas na fita?
E se eu mudar de número de telefone?
Bordar ou gravar dura mais?
Sobre este artigo
A Anna escreve como fala: acessível, direta e fácil de acompanhar. Os seus textos falam da vida real com cães: patas cheias de lama por toda a casa, cachorros que roem tudo o que encontram ou um cão que salta para uma po
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Anna de Jong, Autora de vida com cães · Amesterdão. Supervisão editorial: Laura de Wit.
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Referências (4)
- [1]Lord, L. K., Ingwersen, W., Gray, J. L., & Wintz, D. J. (2009). Characterization of animals with microchips entering animal shelters. Journal of the American Veterinary Medical Association, 235(2), 160-167.
- [2]Weiss, E., Slater, M., & Lord, L. (2012). Frequency of lost dogs and cats in the United States and the methods used to locate them. Animals, 2(2), 301-315.
- [3]American Veterinary Medical Association (2022). Microchipping of Animals FAQ. AVMA Public Resources.
- [4]Slater, M. R., Weiss, E., & Lord, L. K. (2012). Current use of and attitudes towards identification in cats and dogs in veterinary clinics in Oklahoma. Animal Welfare, 21(1), 51-57.
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