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Squffy

Bordado na fita ou gravado no metal: o que faz cada um

Uma coleira Squffy para cão bordada ao lado de uma pequena chapa de metal gravada, para comparação

Última atualização:

Definition

Bordar é passar linha através do tecido da fita, de forma a que as letras fiquem cosidas na própria banda. Gravar é retirar metal de uma chapa até o desenho da letra ficar em baixo-relevo. Não são duas versões da mesma ideia: uma escreve num tecido flexível e a outra num disco rígido, e cada uma resolve um problema diferente.

Muita gente escreve coleira com nome gravado na barra de pesquisa. É uma expressão que faz sentido em português e que descreve uma coisa que não existe: não se grava tecido. A confusão vem de as duas palavras andarem juntas em lojas de artigos personalizados, e vale a pena separá-las, porque a escolha real não é entre duas maneiras de escrever o mesmo nome.

Bordar é coser, não é imprimir

No bordado a agulha atravessa a fita e a linha fica presa no entrelaçado dela. As letras ficam dentro do tecido, não numa camada assente por cima. É a mesma lógica do teu nome numa bata da escola ou numa farda de trabalho, que é a experiência que quase todos os portugueses têm com letras bordadas: cerca de cento e oitenta pesquisas por mês em Portugal são exatamente isso, pessoas a querer bordar um nome em roupa.

Só que uma bata é um tecido macio com folga, e a fita de uma coleira não é. É uma banda tecida apertada, sem elasticidade, com duas bordas cosidas a poucos milímetros das letras. Isso obriga o desenho da letra a ser cheio em vez de contornado, e obriga o nome a ser curto: até dez caracteres.

Gravar é retirar metal

Na chapa não se acrescenta nada. Retira-se material da superfície até a letra ficar rebaixada, e o que fica é um relevo no próprio metal. Não há linha, não há camada, não há tinta.

É por isso que a chapa aceita coisas que a fita não aceita. Aceita minúsculas, aceita espaços, aceita números, aceita mais caracteres, e aceita os acentos e a cedilha de um nome português, que na fita se perdem. As nossas chapas são em aço inoxidável banhado a ouro de 18K, num único acabamento.

O que cada superfície aguenta

Bordado na fitaGravado na chapa
Onde fica a marcaDentro do tecidoDentro do metal
CaracteresAté dezBastante mais, e nas costas também
Acentos e cedilhaNãoSim
Pode cair do cãoSó se a coleira sairSim, se a argola abrir
Faz barulhoNãoSim
Lê-se a três metrosSim, se houver contrasteNão, é preciso pegar nela

A escolha real não é entre técnicas

Quando alguém pergunta qual das duas é melhor, quase sempre está a perguntar outra coisa: onde é que ponho a informação. E aí a resposta é clara e não tem nada de comercial.

O nome vai na fita porque tem de ser lido de longe, por alguém que ainda está a decidir se se aproxima do cão. O contacto vai na chapa porque não cabe em dez caracteres: um telemóvel português tem nove dígitos e com o +351 são treze.

Uma pessoa que veja o nome bordado consegue chamar o cão. Uma pessoa que já tenha o cão pela coleira consegue virar a chapa e ligar-te. As duas coisas acontecem em momentos diferentes.

Contraste manda mais do que a técnica

Há um detalhe que decide a legibilidade muito mais do que a escolha entre bordar e gravar: a diferença de claridade entre o que escreveste e o fundo em que está. Uma linha creme num cognac lê-se; uma linha creme num bege não se lê. Num metal claro passa-se o mesmo com uma gravação pouco profunda vista contra o sol.

Em Portugal isto conta mais do que em países com menos luz. Ao meio-dia de julho, no Algarve, uma combinação que parece perfeita dentro de casa pode desaparecer completamente. Escolhe pelo contraste, não pelo tom.

O que não te vamos dizer

Não te vamos dizer quantos anos dura nenhuma das duas. Nada do que se põe num cão que anda à chuva, ao sol e na areia fica igual para sempre, e números inventados sobre isso só servem para ficar mal quando falham.

O que te podemos dizer é o mecanismo. A linha está cosida através da fita e não tem camada nenhuma para descolar. A gravação é uma ausência de metal e não é uma película. Sabendo isso, decides tu.

Nós fazemos as duas coisas

Bordamos coleiras e trelas em fita de nylon com ferragens em liga de zinco, e gravamos seis chapas de identificação. Não imprimimos nada e não vendemos autocolantes para coleira. Se quiseres as duas superfícies, é a combinação que recomendamos, e é a que a maior parte das pessoas acaba por escolher depois de ler isto.

Onde a confusão nasce

Vale a pena dizer de onde vem a mistura das palavras, porque não é ignorância de ninguém. Em Portugal a palavra que se usa para o objeto pendurado é muitas vezes medalha, e uma medalha é gravada. Como a medalha e a coleira aparecem sempre juntas na mesma compra, o verbo salta de uma para a outra. Nós dizemos chapa, que é a palavra que a nossa loja usa e a que as pessoas escrevem quando procuram, mas medalha não está errado no português falado.

Há ainda uma segunda fonte de confusão, mais recente. As lojas que vendem objetos com nome fazem quase tudo por gravação a laser, em madeira, acrílico e metal, e escrevem gravado no anúncio independentemente do material. Numa fita tecida isso não acontece: o laser queima o nylon em vez de escrever nele.

Uma nota sobre quem faz o quê

Se te aparecer uma loja a oferecer as duas coisas na mesma peça, pergunta o que é que está a acontecer ao tecido. Bordar exige uma máquina que passa linha através dele. Qualquer outra coisa aplicada numa fita é uma camada assente por cima, e uma camada tem sempre uma borda por onde pode começar a levantar.

Perguntas frequentes

Existe alguma maneira de gravar uma coleira de fita?
Não, e desconfia de quem disser que sim. Gravar é retirar material de uma superfície rígida. Num tecido o que existe é bordar, ou imprimir por cima, que é uma coisa completamente diferente e que nós não fazemos.
Qual das duas se lê melhor de longe?
O bordado, sem comparação, porque está numa superfície plana e larga que fica virada para quem olha. Uma chapa pendurada roda, reflete e fica de lado. Para ser lida tem de ser tocada.
Posso pôr acentos e cedilha?
Na chapa sim, tal como escreveres. No bordado não: a máquina trabalha sem os sinais, por isso Açúcar sai ACUCAR. Se o nome do teu cão depende de um til ou de uma cedilha, a chapa é onde ele fica correto.
E as maiúsculas?
A fita é bordada em maiúsculas. A chapa mantém o que escreveres, incluindo minúsculas, o que é útil para um nome com uma grafia de que gostas.
O bordado desfia com o tempo?
A linha está presa no entrelaçado da fita e as extremidades são remetidas, por isso não tem um fio solto por onde começar. Não te prometemos que fique idêntico para sempre, porque nada fica, mas não há camada nenhuma por cima para se levantar.
Qual das duas escolho se só puder escolher uma?
Depende do que te preocupa. Se te preocupa o cão fugir, escolhe a que dá um número de telefone, que é a chapa. Se te preocupa uma pessoa aproximar-se e falar com ele, escolhe o nome na fita. As duas juntas cobrem os dois casos.
Fazem coleiras com o nome impresso, mais baratas?
Não. Uma impressão assenta em cima da fita em vez de ficar dentro dela, e é a camada que se levanta primeiro num sítio que se molha e se dobra todos os dias. Preferimos não vender essa versão a ter de explicar depois porque é que se descolou.

Sobre este artigo

A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.

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Referências (5)
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