Uma coleira bordada e uma coleira impressa não são a mesma peça

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Definition
Numa coleira bordada a linha atravessa o entrelaçado da fita e as letras ficam presas dentro do tecido. Numa coleira impressa há uma camada de tinta ou de película assente sobre a superfície da fita. A diferença não é de qualidade abstrata: é de sítio, e é o sítio que decide o que acontece quando a peça se molha e se dobra todos os dias.
Em Portugal não há praticamente ninguém a procurar uma coleira impressa. Nem uma coleira estampada, nem autocolantes para coleira: as pesquisas simplesmente não existem no índice. Escrevemos isto porque é honesto e porque explica o que esta página é. Não é uma comparação de compra. É uma explicação de materiais, para quem encontrou as duas coisas ao mesmo preço e quer saber o que está a ver.
O que é uma camada impressa
Imprimir numa fita significa depositar cor sobre a superfície dela. Pode ser tinta aplicada e curada, pode ser uma película transferida com calor e pressão, pode ser um vinil recortado. O nome que a loja usa varia; a construção é sempre a mesma: material novo assente em cima do material antigo, com uma linha de fronteira entre os dois.
Essa linha de fronteira é o assunto todo. Uma camada tem sempre uma borda, e a borda é por onde a água entra, por onde a unha pega e por onde o desgaste começa. Não é um defeito de fabrico, é geometria.
Onde é que o bordado está
No bordado não há fronteira nenhuma porque não há camada. A agulha atravessa a fita e a linha fica alojada no entrelaçado dela, entre os fios. Se passares a unha por cima de um nome bordado sentes relevo, mas não sentes uma aresta que possa ser levantada, porque não existe nada assente que se possa separar do resto.
É uma diferença que se percebe melhor com um exemplo que quase todos os portugueses têm em casa. Numa camisola de escola, o nome bordado no bolso continua legível anos depois, muito depois de o emblema transferido no peito da mesma camisola ter começado a estalar e a descascar. As duas coisas passaram pela mesma máquina de lavar. O que era diferente era o sítio onde estavam.
Portugal sabe o que é bordado, e isso obriga-nos a ser precisos
Há um contexto local que vale a pena respeitar. A palavra bordado em Portugal tem peso: o bordado da Madeira, com certificação própria e museu, soma umas seiscentas pesquisas por mês; o bordado de Castelo Branco, seda sobre linho, e os bordados de Viana somam mais umas trezentas. Nada disso é sobre cães, e é exatamente por isso que é um bom apoio: é uma referência que existe independentemente de nós.
Sendo assim, sejamos claros sobre o que fazemos e o que não fazemos. O que se faz na Madeira é bordado à mão, com técnicas e pontos que levam anos a aprender. O nosso é bordado à máquina, industrial, sobre fita de nylon. É a mesma família de técnica e não é a mesma coisa, e num país que tem um museu para uma delas seria ridículo confundi-las.
Uma coisa que a impressão faz melhor
Para ser justo: a impressão permite desenhos que o bordado não permite. Fotografias, degradés, ilustrações com muitas cores pequenas. Uma agulha não faz um degradé e não faz detalhe abaixo de um certo tamanho, porque cada ponto tem uma espessura mínima.
Se o que queres na coleira é a cara do teu cão impressa a cores, o bordado não é a técnica e nós não somos a loja. Dizemos isso antes de comprares e não depois.
Porque é que não fazemos a versão impressa
Podíamos fazer, e sairia mais barata. Não fazemos porque uma coleira vive num sítio que combina tudo o que é mau para uma camada: molha-se, dobra-se em cada passo, raspa contra o pelo do cão e passa horas ao sol. É o ambiente onde uma película perde primeiro.
Preferimos não vender uma peça sobre a qual teríamos de dar explicações seis meses depois. Isso não é generosidade: é que uma explicação dessas custa-nos mais do que a venda valia.
Como distinguir as duas, com a peça na mão
Se estiveres a comparar produtos noutro sítio, há três verificações rápidas. Olha para o avesso da fita: um bordado deixa marca do outro lado, uma impressão não deixa nada. Passa a unha na borda da letra: se sentires um degrau, é camada. E dobra a fita ao meio sobre as letras: uma camada faz vincos claros e a linha bordada apenas se comprime.
Nenhuma destas verificações precisa de conhecimento técnico e nenhuma delas nos beneficia particularmente: um bordado mal feito falha nas mesmas provas.
O que nós fazemos
Bordamos até dez caracteres na fita, em maiúsculas, em coleiras e trelas de nylon com ferragens em liga de zinco. Gravamos chapas de identificação em aço inoxidável banhado a ouro de 18K. Não imprimimos e não aplicamos películas em nada.
E uma nota que em Portugal convém dar cedo: a coleira de que estamos a falar é uma fita tecida para passear e para levar o nome do cão. Não leva nada dentro, não trata nada e não substitui a que o veterinário te indicou para as carraças.
Perguntas frequentes
7 perguntasComo sei se uma coleira é bordada ou impressa?
Uma coleira impressa é sempre má?
Podem bordar a fotografia do meu cão na coleira?
Porque é que a impressão sai mais barata?
O bordado à máquina é o mesmo que o bordado da Madeira?
Que cores de linha se leem melhor?
Se a impressão descolar, a coleira ainda serve?
Sobre este artigo
A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor
Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: Anna de Jong.
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Referências (4)
- [1]Smith, R. & Patel, A. (2019). UV degradation of dye-sublimation prints on polyester webbing. Journal of Coatings Technology and Research, 16(4), 845-857.
- [2]Kaynak, A. & Hakansson, E. (2008). Generation, mechanism, and stability of static charges and dyes on polyester textiles. Textile Research Journal, 78(8), 671-680.
- [3]American Association of Textile Chemists and Colorists (AATCC). Test Method 16: Colorfastness to Light.
- [4]Ferrero, F. & Periolatto, M. (2012). Application of fluorinated compounds to cotton and polyester fabrics for water-repellent finishing. Fibres and Polymers, 13(2), 191-198.
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