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Halloween, Pão por Deus e a coleira que o cão já usa

Um labrador preto num passeio de fim de tarde em outubro, com um Classic Dog Collar Midnight Black e o pin para cão Pumpkin

Última atualização:

Definition

Em Portugal quase ninguém veste o cão a 31 de outubro, e os números dizem-no sem margem para dúvida. O que essa noite tem, e a do dia seguinte também, é uma porta que se abre dezenas de vezes com o cão do lado de dentro.

Primeiro, que coleira é esta

É uma fita de nylon tecido, com o nome do cão bordado dentro do tecido e ferragens em liga de zinco. Serve para passear e para levar o nome à vista. Não tem substância ativa nenhuma e não dispensa a coleira que o teu médico veterinário receitou.

Convém dizê-lo na primeira linha, porque em Portugal quem escreve coleira na barra de pesquisa procura quase sempre farmácia veterinária. São objetos diferentes, no mesmo pescoço, e esta página é sobre o outro.

Em Portugal a fantasia é das crianças

Vale a pena olhar para os números antes de escrever uma página de outubro, e os portugueses são claros. Fato halloween tem cerca de trezentas pesquisas por mês, e o tema a que essa procura pertence é fatos de halloween para criança. Um disfarce para o cão, escrito de todas as maneiras que tentámos, dá zero.

O Halloween em si tem cerca de catorze mil pesquisas por mês em Portugal, o valor mais baixo dos onze mercados para os quais escrevemos. E a noite tem aqui um segundo nome, mais antigo e mais procurado do que muita gente supõe: o Pão por Deus, cerca de novecentas pesquisas por mês, com as crianças a bater às portas a 1 de novembro. Doçura ou travessura fica-se pelas duzentas e cinquenta.

Não vamos por isso inventar uma tradição portuguesa de vestir o cão. Ela não existe. O que existe nessa noite, e existe em qualquer das duas versões, é uma porta.

O que a noite faz ao cão

Do lado de dentro, doçura ou travessura e Pão por Deus dão no mesmo. A campainha toca de dois em dois minutos. Há vozes agudas no patamar. Há gente de máscara exatamente à altura dos olhos do cão. E a porta abre e fecha a noite inteira, com um saco de doces pelo meio.

Para um cão habituado a que aquela porta se abra três vezes por dia, é uma noite atípica e longa. Não há nada à venda que resolva isso. Há coisas a fazer, e ficam mais abaixo.

E o que uma fantasia acrescenta por cima

Um cão lê o mundo primeiro pelo corpo. Tudo o que lhe altera a maneira de se mexer passa a ser informação que ele tem de processar por cima de todo o resto: uma camisola que prende o ombro, um chapéu que escorrega a cada passo, uma capa que apanha vento no patamar.

Isto não é uma condenação. Há cães a quem não faz diferença nenhuma, e uma peça leve e bem ajustada num cão seguro não tem problema. Também não vamos afirmar que um pin para cão é uma medida de bem-estar, porque não é: é um objeto decorativo e nada mais. A diferença está noutro sítio. A coleira já lá está. O teu cão esqueceu-se dela vinte minutos depois de a teres apertado pela primeira vez, e um pin aparafusado nela não muda nada do que ele sente.

Cão de água português ao fim da tarde com uma coleira Classic Midnight Black e três pins para cães

O que é um pin para cão, ao certo

A palavra em português aponta para a lapela, por isso comecemos pela coisa em vez de pelo nome. Não é um pendente que baloiça numa argola e não é um distintivo que se espeta no tecido com uma agulha. É um disco liso, em aço inoxidável banhado a ouro de 18K, com rosca nas costas, que se aparafusa através de um ilhó reforçado na própria fita.

Fica encostado à fita, não pendura e não bate em nada. Em cada encomenda com pins vai uma chave de fendas pequena, do tipo que se põe no porta-chaves. Desapertas, encaixas o pin no ilhó, voltas a apertar. Dez segundos por pin.

O conjunto de outubro chama-se Creepy Cuties e traz caveira, aranha e abóbora, com a chave de fendas e um saco de algodão cor de creme. Os três também existem à unidade, na página dos pins para cães.

Os ilhós pedem-se com a coleira

Este é o único ponto rígido desta página, e é uma questão de fabrico e não de catálogo. Os ilhós são colocados enquanto a coleira está a ser feita. Uma Classic comprada sem pins não os tem e não se acrescentam depois: furar uma fita já acabada enfraquece precisamente a parte que aguenta o peso do cão.

Só a linha Classic os leva. A Tactical e a Puppy não os levam, e isso é de propósito.

Que cor leva que motivo

Cor da fitaComo lê em outubroMotivo que assenta melhor
Midnight BlackFundo calado, tudo o que puseres saltaAbóbora
Cognac BrownCor de outono que ainda funciona em abrilAbóbora, tom sobre tom
Olive GreenMato e campo, mais colheita do que sustoAranha
Ruby RedO contraste mais direto dos quatroCaveira

Em resumo: se compras a coleira a pensar em outubro, Midnight Black. Se compras para o ano inteiro e queres apenas que ela acompanhe outubro, Cognac Brown ou Olive Green continuam a parecer normais a 2 de novembro.

Mãos a aparafusar um pin para cães em forma de abóbora numa coleira Classic Cognac Brown com uma chave de fendas pequena

O nome na fita, e o que não cabe lá

Cabem até dez caracteres. Se pedires a coleira com pins, o nome e os pins repartem a mesma faixa de fita e ficam oito, e numa Classic em tamanho S ficam seis. Não é uma opção de menu, é a largura da fita a decidir.

Os nomes que se dão a cães em Portugal passam quase sempre: Nica, Kika, Bolota, Pipoca, Mel. O que não passa é um número de telemóvel, em formato nenhum. Esse vai gravado nas costas da chapa, e há uma página inteira sobre essa divisão de trabalho que a explica melhor do que este parágrafo.

E se preferires o outubro permanente na fita em vez de o teres no pin, Burnt Orange é a linha que lê como abóbora e não como cone de obras.

Se a porta se abrir mesmo

Quatro coisas para essa noite, e nenhuma delas se compra:

  • Deixa o cão numa divisão com a porta fechada antes de começarem as batidas, e não no corredor da entrada.
  • Põe a taça dos doces do lado de fora, para não teres de abrir a porta a cada grupo que chega.
  • Se ele tiver mesmo de estar ao pé de ti, prende a trela antes de abrires e não depois.
  • Confere a folga da coleira com dois dedos. Um cão assustado recua, e é a recuar que ela sai por cima da cabeça.
Coleira Classic Ruby Red com o nome NICA bordado em linha Burnt Orange, ao lado dos pins caveira, aranha e abóbora

A 2 de novembro

Os pins saem com a mesma chave de fendas e voltam para o saco de algodão. O nome fica, porque está cosido dentro do tecido e não assente por cima dele. Passada a noite, o que sobra não é uma coleira de Halloween: é a coleira do teu cão, com o nome do teu cão.

Podes montar a tua no configurador, ou ver a linha inteira nas coleiras Classic.

Perguntas frequentes

Fazem fantasias ou roupa para cães?
Não. Fazemos coleiras, trelas, chapas e pins para cães. Um pin não é roupa: é um disco que se aparafusa à fita e que não altera nada na maneira como a coleira assenta. Se o que procuras é um fato, não é connosco, e mais vale sabê-lo agora.
Quanto tempo demora a chegar a Portugal?
Bordamos cada coleira depois de a encomendares, e isso leva-nos de 1 a 3 dias úteis. O transporte até Portugal leva depois 4 a 6 dias úteis, o que dá 5 a 9 dias úteis da encomenda até à porta. Não anunciamos último dia de encomenda nem prometemos chegada, porque a última parte do caminho não acontece no nosso estúdio.
Os pins servem em qualquer coleira?
Não. Servem na linha Classic, e só quando a coleira foi encomendada com pins, porque é nessa altura que os ilhós entram na fita. Uma Classic sem ilhós não os aceita mais tarde, e as linhas Tactical e Puppy não os levam de todo.
O pin faz o barulho que uma chapa faz?
Não. A chapa pendura-se numa argola e por isso bate. O pin fica deitado contra a fita, preso por rosca, e não tem por onde oscilar. São duas peças com trabalhos diferentes: uma identifica, a outra enfeita.
Depois do Halloween a coleira fica esquisita?
Não, porque nada nela é de Halloween. Os pins desaparafusam-se em segundos e o que fica é uma fita lisa com o nome do cão. Foi por isso que escolhemos os pins em vez de uma coleira temática: uma coleira temática continuava temática em abril.

Sobre este artigo

A Laura olha para os cães com mais profundidade e atenção. Fascinam-na o comportamento canino, a comunicação e a ligação entre pessoas e animais. Nos seus artigos explica por que razão os cães se comportam como se compor

Este artigo foi redigido com a ajuda de IA e revisto por Laura de Wit, Comportamento e bem-estar canino · Eindhoven. Supervisão editorial: a equipa editorial da Squffy.

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Última revisão: Data de revisão não registada

Referências (3)
  1. [1]Mariti, C., et al. (2012). Perception of dogs' stress by their owners. Journal of Veterinary Behavior, 7(4), 213-219.
  2. [2]Beerda, B., Schilder, M. B., van Hooff, J. A., & de Vries, H. W. (1997). Manifestations of chronic and acute stress in dogs. Applied Animal Behaviour Science, 52(3-4), 307-319.
  3. [3]Siniscalchi, M., d'Ingeo, S., & Quaranta, A. (2016). The dog nose knows: scent detection and communication in dogs. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 71, 373-380.

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